A LUTA DOS PENTECOSTAIS POR TERRA NO BRASIL E A DESCOLONIZAÇÃO DE UM ETHOS ASCÉTICO

Fabio Alves Ferreira

Resumo


O presente artigo objetiva apontar como o crescimento do número de sujeitos religiosos pentecostais, em movimentos sociais de reivindicação de reforma agrária, favorece a emergência de um processo pós-colonial desses atores. Dialogamos com a temática da sociologia das ausências, sustentada por Boaventura de Sousa Santos, que aponta explicitamente a colonização em estudos que constroem teoricamente a inexistência política de identidades. Partimos do pressuposto de que, sobretudo em estudos brasileiros, há uma tendência em "invisibilizar" os elementos emancipatórios do pentecostalismo, latentes nas afirmações de dogmatismo e comunitarismo, o que leva tais estudos a não apreenderem outras facetas de um jogo de diálogos, equivalências e demandas articulatórias que imprimem uma ação contestatória, coletiva e híbrida dos pentecostais. A nossa hipótese principal a ser testada é a de que tem surgido um novo ator social pentecostal que re-elabora sua prática de fé no ato de ocupação de terra.

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