Aspectos Psicossociais da Transmissão Intergeracional em Mulheres com Amor Patológico e sua Relação com a Violência por Parte do Parceiro Íntimo
DOI:
https://doi.org/10.30612/revpsi.v2i2.20877Keywords:
Amor Patológico, Padrão Geracional/Transgeracional, Violência por Parceiro ÍntimoAbstract
Este artigo tem como objetivo analisar padrões geracionais do amor patológico, e a maneira como ocorre a sua associação com a violência por parceiro íntimo, através de pesquisa de campo com três gerações de mulheres com amor patológico. Trata-se de uma pesquisa de caráter misto (qualiquantitativo), cuja amostra analisada foi constituída de 41 alunas do curso de Psicologia (filhas), 18 das quais possuíam mães e avós vivas, sendo que 11 delas participaram de todas as etapas do estudo (filha-mãe e avó materna), sendo os dados coletados submetidos a diversos protocolos específicos. Os resultados obtidos indicam que a EAA (Escala de Atitude de Amor), apresenta alto grau de possessividade (AMOR MANIA), principalmente com filhas e mães, diminuindo esta incidência quando se trata das avós; quanto à EAR, no geral as três gerações apresentam um grau de satisfação mediano nos seus relacionamentos; quanto ao Questionário MADA as três gerações responderam sim para 3 ou mais perguntas, caracterizando sofrerem de amor patológico (ou Amam demais), apontando que as avós apresentam um menor grau de dependência; quanto ao Questionário de violência, apresenta um quadro de maior incidência para a violência psicológica, física e sexual sofrida pelas filhas; quanto à vivência de violência na infância a grande maioria (mais de 70%) não vivenciaram. Assim, esta população parece repetir modelos de comportamento feminino tradicional, com agravante na geração das filhas trazendo uma reflexão para as questões da sociedade de consumo na qual se vive hoje.
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