Corpo e territorialidade: apontamentos sobre dispositivos hospitalares de subjetivação

Conrado Neves Sathler

Resumo


Este texto procura analisar como os corpos hospitalizados são percebidos segundo o dispositivo da territorialidade. A escolha do objeto - corpo hospitalizado - se deu devido a centralidade dos valores sociais ligados à imagem em decorrência da pós-modernidade, das práticas clínicas e de controles da população devido ao conjunto histórico de práticas de cuidados tanto ao sujeito singular quanto ao coletivo e, também, ao papel educacional desempenhado pelos hospitais-escola na docilização dos corpos e na manutenção das estruturas de produção e de comportamentos hierarquizados no campo dos trabalhos intelectuais nas esferas administrativas e técnicas em detrimento dos trabalhos realizados por sujeitos menos letrados. O trabalho, além de expor algumas de suas dinâmicas em Dourados - MS, aponta como se dá a territorialização hospitalar pelas regras da circulação, da fala e das vestimentas. Essa dinâmica se relaciona com os processos de individualização dos corpos e de diferenciação dos sujeitos. A conclusão reafirma as condições de discriminação que passam as populações indígenas, os pacientes psiquiátricos e os trabalhadores na territorialização dos hospitais e como este processo institucional produz subjetividades marcadas pelos estigmas e preconceitos.

Palavras-chave


Corpo. Subjetividade. Território.

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