O início da vida e a passagem para o mundo espiritual: a noção de corpo e pessoa nos rituais de nominação e de morte Bororo

Júnior José da Silva, Graziele Acçolini

Resumo


No final da década de 1970 um grupo de antropólogos chamou a atenção para o papel da corporalidade nas sociedades indígenas latino-americanas e brasileiras estabelecendo que as características adquiridas pela pessoa, ao longo do seu crescimento, não são concebidas por meio de determinação genética ou biológica, mas atributos imaginados e produzidos pela comunidade, ou seja, corpo e pessoa são moldados, esculpidos segundo as prerrogativas e estilos do grupo. Tal processo de construção se articula por meio de uma complexa linguagem simbólica em torno da decoração e exibição do corpo seja no cotidiano como, fundamentalmente, durante os vários rituais que marcam o clico da vida do indivíduo. Neste sentido, o trabalho proposto tem por objetivo fazer uma análise do processo de estetização do corpo por meio da descrição de dois rituais Bororo: o Ritual de Nominação, no qual a criança, por meio da escolha de um nome, adquire um espaço dentro da lógica social; e o Ritual Fúnebre, que evidencia a finitude do corpo e acentua os laços de reciprocidades dos grupos clânicos na busca por reordenar o desiquilíbrio proporcionado pela morte, ao ritualizar a passagem de vida física para a espiritual.

Palavras-chave


Bororo. Rituais de Passagem. Corpo.

Texto completo:

PDF


________________________________________________________________________

ISSN 2317-8590 (O código ISSN é único para todas as edições)
Todos os direitos reservados ao Programa de Pós-Graduação em Antropologia - PPGAnt/UFGD
UFGD - Universidade Federal da Grande Dourados
FCH - Faculdade de Ciências Humanas
Rodovia Dourados-Itahum, Km 12 - Caixa Postal 533 - Cidade Universitária
Dourados-MS (Brasil) - CEP 79804-970

  

Licença Creative Commons
Este obra está licenciada com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 3.0 Brasil.