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Ñanduty é uma palavra polissêmica em língua guarani, constituída de duas partes: ñandu e ty. O vocábulo ñandu pode ser substantivo, quando empregado para designar aranha (aracnídeo), mas também pode servir como verbo, no sentido de sentir, experimentar sensações, averiguar ou pressentir, além denotar ir, ver ou visitar alguém por cortesia, solidariedade ou afeição. O sufixo ty, cuja pronúncia é nasal, pode significar urina, suco  ou  sumo, indicar coletivo (avatity =  milharal; jetyty = batatal), designar grandeza de alguma coisa ou mesmo ser empregado como no sentido de jogar ou lançar algo em alguma direção. Comumente a palavra é usada no sentido de “teia de aranha”, tanto no Paraguai quanto em entre os Guarani e Kaiowa que vivem em Mato Grosso do Sul. Entre a população paraguaia, por exemplo, o vocábulo também é empregado para designar uma renda fina e típica do artesanato regional (cultura material), cujo formato colorido lembra uma teia de aranha. Também é empregada no sentido de grande rede de relações sociais, motivo principal pelo qual a palavra foi escolhida como nome da revista eletrônica do Programa de Pós-Graduação em Antropologia da UFGD. Por isso entre a expressão "www" (Word Wide Web), muito comum na linguagem da Internet, é denominada Ñanduty Rogue Guasu naquele país vizinho.
  • Chamada para o Dossiê (2024-1)

    2023-10-17

    Chamada para o Dossiê (2024-1)

    Submissões prorrogadas até 15/03/2024 e poderão ser feitas pelo site da revista http://ojs.ufgd.edu.br/index.php/nanduty ou pelo e-mail da revista Ñanduty revistappgant@gmail.com

    (Dúvidas podem ser sanadas pelo e-mail revistappgant@gmail.com)

    A UNIVERSIDADE COMO (CORPO-)TERRITÓRIO: Coletivos indígenas e políticas de (re) afirmação/ (re)ocupação de mundos

    Coordenadoras do Dossiê:

    Beatriz dos Santos Landa-  https://orcid.org/0000-0001-8074-6889

    Célia Maria Foster Silvestre-  https://orcid.org/0000-0002-8247-2970

    Sirley Lizott Tedeschi - https://orcid.org/0000-0002-4557-8282

    A presença indígena no ensino superior brasileiro cresceu significativamente nos últimos anos. Esse crescimento tem acontecido em decorrência das políticas de ações afirmativas voltadas para integrantes dos coletivos indígenas, como o sistema de cotas, processos seletivos diferenciados, programas de bolsas e auxílios, mas envolve um contexto mais amplo, já que estas e estes estudantes marcam presença também nas instituições privadas. Da mesma forma, cada vez mais se tornam mestres, doutoras e doutores, defendendo dissertações e teses e/ou conquistando reconhecimento por seu notório saber, ratificado em títulos honoris causa. [...] Neste cenário, convidamos pesquisadores/as indígenas e não indígenas a apresentarem artigos, resenhas, ensaios (textos e fotografias), para compor este dossiê, cujo objetivo é contribuir para a divulgação das experiências vividas em presença dos coletivos indígenas nas universidades do Brasil e em outros países.

    Acesse a chamada completa em "Saiba Mais"

     

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