Desacostumar os olhos: plano de experimentação entre vídeo e espaço

Cristiano Barbosa, Eduardo de Oliveira Belezza

Resumo


Este texto se propõe a pensar uma oficina de produção de vídeos enquanto plano de experimentação de novos modos de ver, sentir e habitar o espaço. Os conceitos que nortearam a criação desta oficina foram: devir, rizoma sedentarismo e nomadismo, aparelho de estado e máquina de guerra de Gilles Deleuze e Félix Guattari; espaço como eventualidade de Doreen Massey; as extremidades do vídeo de Christine Mello; e também as poesias do escritor brasileiro Manoel de Barros. Nesta oficina o encontro entre imagens e poesias produziu forças nômades que desencadearam outros olhares sobre o espaço (neste caso um bairro localizado na cidade de Campinas – SP). A linguagem videográfica, neste contexto, teve força na sua permeabilidade, na relação entre poesia e imagem que se processou nas extremidades do vídeo. Deste modo, entendem-se oficina como um campo aberto e favorável a novos encontros, trazendo o potencial de provocar abalos nas formas sedentárias de pensamentos e de práticas entre imagens e espaço. Assim, as obras em vídeo tornaram-se potencialmente sugestivas para pensarmos tanto espaços na relação com as imagens que os desconfiguram, quanto às própria oficina como planos de experimentações de devires.

Palavras-chave


Espaço. Vídeo. Educação. Plano de experimentação. Nomadismo.

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