Os filhos de Adão - vicinais transamazônicas como entrelugares

Autores

  • Wallace Wagner Rodrigues Pantoja
  • Angela Nunes de Oliveira
  • Maria Idinês Reis de Lima

DOI:

https://doi.org/10.5418/RA2017.1320.0008

Resumo

Na Transamazônica Paraense, os lugares são inexistidos nas representações geográficas que visibilizam a estrada. O objetivo é considerar a emergência de entre lugares à beira da estrada constituídos por pessoas de geohistórias diferentes que “se vicinam” e as implicações deste contexto para as leituras de mundo da/sobre a geograficidade transamazônica. O recorte experienciado da pesquisa é o Assentamento Rio Cururuí, Vicinal do Adão, entre Pacajá e Novo Repartimento (PA). Metodologicamente, partimos da pesquisa-ação, registro de memória e de campo, entrevistas com moradores em seus lugares interpretados com o aporte fenomenológico existencial e, concluímos: a) o debate geográfco, no plano educativo, tende a decretar a inexistência dos que vivem à beira Transamazônica ou “Faixa”; b) o sentido de lugar não é estritamente localizável ou demarcável, é não estável, constituindo espaço-limite; c) outra linguagem emerge do entre lugar vicinal, com a potencialidade criadora de ações comunicativas que esclareçam entendimentos geográficos em múltiplas escalas.

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Publicado

21/09/2017

Como Citar

Pantoja, W. W. R., Oliveira, A. N. de, & Lima, M. I. R. de. (2017). Os filhos de Adão - vicinais transamazônicas como entrelugares. Revista Da ANPEGE, 13(20), 157–176. https://doi.org/10.5418/RA2017.1320.0008

Edição

Seção

Artigos