Ensino de História e o Projeto “Gênero e Diversidade na Escola”: os cartazes como fontes para as subjetividades

Janine Gomes da Silva, Robson Ferreira Fernandes

Resumo


Pela importância de se discutir os temas de gênero e diversidade na escola, o presente artigo evoca a ideia geral do Projeto “Gênero e Diversidade na Escola”, realizado na Escola de Educação Básica Antônio Lehmkuhl (Águas Mornas – Santa Catarina), a partir do recorte temporal de 2015 a 2016, e pensa os cartazes como fontes para as subjetividades, que serão elencados como objeto de pesquisa. As pessoas que transitam pela escola são compostas de gênero, orientação sexual, identidade de gênero e estão em constante transformação, variando seus interesses e desejos, alterando práticas cotidianas e a forma como se percebem e como vêem os outros. A escola ainda é segregadora e discriminatória para os corpos que transgridem os padrões heteronormativos da sociedade. Um grupo é mais hegemônico do que o outro. As diferenças entre homens e mulheres são tidas como naturais e definidas por diferenças nos corpos biológicos. A normatização dos papéis de gênero é perceptível e afeta as liberdades individuais e de escolhas. Diante desse quadro, torna-se importante conscientizar, sensibilizar e informar alunas/os, professoras/es, funcionárias/os, mães e pais sobre a necessidade urgente do trabalho com questões de gênero e diversidade na escola, contribuindo, desse modo, com a formação humana integral.

Palavras-chave


Ensino de História. Gênero e Diversidade. Escola. Cartazes. Escola de Educação Básica Coronel Antônio Lehmkuhl.

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DOI: https://doi.org/10.30612/frh.v22i39.12571

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