Narrativas visuais da escravidão no Brasil e no Haiti: Entre o silêncio e a insurgência (1800–1845)
DOI:
https://doi.org/10.30612/rehr.v22i42.18869Palabras clave:
História da Arte, Racismo, Eurocentrismo, Escravidão, Pós-aboliçãoResumen
Este estudo propõe uma análise crítica no campo da História da Arte, questionando como o racismo e o eurocentrismo moldaram a produção e circulação de imagens, contribuindo para o apagamento e a marginalização de culturas visuais não-europeias. A pesquisa concentra-se nas representações visuais da escravidão no Brasil e no Haiti, investigando, prioritariamente, a obra Feitores castigando negros, de Jean-Baptiste Debret, e Vingança do Exército Negro, de Marcus Rainsford. A partir do caráter documental dessas imagens, difundidas por meio da litografia, discute-se o papel da cultura visual na constituição de uma memória seletiva que silenciou a insurgência negra enquanto naturalizava o sofrimento e a violência escrava.
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