Guerras justas na Capitania do Rio Grande: Guerra dos Bárbaros e desterritorialização
DOI:
https://doi.org/10.30612/rehr.v13i25.9631Keywords:
Guerra Justa. Guerra dos Bárbaros. Desterritorialização.Abstract
Neste artigo, propõe-se levantar uma discussão acerca dos debates que estavam em voga durante o século XIV sobre a “guerra justa” e como a execução desse aparato legal incentivou o processo de desterritorialização da Capitania do Rio Grande à época da dita Guerra dos Bárbaros (1683-1713). Dessa maneira, pensa-se em construir uma relação entre os índios e seu território, o qual enfrentou diversas tentativas de domínio para concretização do projeto conquistador e colonizador por parte da Coroa Portuguesa, além de afirmação do poderio lusitano.Downloads
References
ALMEIDA, Maria Regina Celestino de. O lugar dos índios na história: dos bastidores ao palco. In:______. Os índios na História do Brasil. Rio de Janeiro: FGV, 2010, p. 13-28.
ALMEIDA, Maria Regina Celestino de. Identidades étnicas e culturais: novas perspectivas para a história indígena. In: ABREU, Martha; SOIHET, Rachel. Ensino de história: conceitos, temáticas e metodologia. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2009, p.30.
AZEVEDO, Antonio Carlos do Amaral. Dicionário de nomes, termos e conceitos históricos. 3. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1999.
COSTA, Ricardo da; SANTOS, Armando Alexandre dos. O pensamento de Santo Tomás de Aquino (1225-1274) sobre a vida militar, a guerra justa e as ordens militares de cavalaria. In: BLASCO VALLÈS, Almudena, e COSTA, Ricardo da (coord.). Mirabilia 10. Jan-jun 2010.
DOMINGUES, Ângela. Quando os índios eram vassalos: colonização e relações de poder no norte do Brasil na segunda metade do século XVIII. Lisboa: Comissão nacional para as comemorações dos descobrimentos portugueses, 2001.
HAESBAERT, Rogério. Concepções de território para entender a desterritorialização. In: BECKER, Bertha K; SANTOS, Milton. Território, territórios: ensaios sobre o ordenamento espacial. Rio de Janeiro: Universidade Federal Fluminense, 2007, p. 4370.
LANGFUR, Hal. The forbidden lands: colonial identity, frontier violence, and the persistence of Brazil's eastern Indians, 1750-1830. Stanford University Press, 2006.
MARCOCCI, Giuseppe. A Consciência de um Império: Portugal e seu Mundo (Século XV-XVII). Imprensa da Universidade de Coimbra, 2012.
MORAES, Antônio Carlos Robert. Território e história no Brasil. 2 ed. São Paulo: Annablume, 2005 (Capítulos IV, V e VI, p. 61-104).
PERRONE-MOISÉS, Beatriz. Índios livres e índios escravos: os princípios da legislação indigenista do período colonial (séculos XVI a XVIII). In: CUNHA, Manuela Carneiro da (org.). História dos índios no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras/FAPESP, 1992, pp. 115-131.
PRADO JÚNIOR, Caio. Formação do Brasil contemporâneo: colônia. São Paulo: Brasiliense, v. 16, 2000.
PUNTONI, Pedro. A guerra dos Bárbaros: povos indígenas e a colonização do sertão nordeste do Brasil, 1.650-1720. São Paulo: Hucitec/Edusp, 2002.
SKINNER, Quentin. As fundações do pensamento político moderno. São Paulo: Companhia das Letras, 1996.
SOUZA, José Antônio de C.R. Un Fillo de Gómez Chariño?: Álvaro Pais, Traxectoria e Promoción ao Episcopado. Revista Galega do Ensino, Santiago de Compostela, n. 44, nov. 2004.
STERN, Steve. Resistance, rebellion and consciousness in the Andean Peasant Word, 18th to 20th Centuries. The University of Wisconsin Press, 1987.
ZERON, Carlos Alberto de Moura Ribeiro. Linha de Fé: A Companhia de Jesus e a Escravidão no Processo de Formação da Sociedade Colonial (Brasil, Séculos XVI e XVII). São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2011.
Downloads
Published
How to Cite
Issue
Section
License
Copyright (c) 2019 Victor André Costa da Silva

This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 International License.
Authors who publish in this journal accept the publication guidelines and agree to the following terms:
(a) The Editorial Board reserves the right to make changes to the originals in Portuguese to maintain the formal standard of the language, while respecting the authors' style.
(b) Authors retain copyright and grant the journal the right to first publication, with the work simultaneously licensed under the Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional, which allows: Share — to copy and redistribute the material in any medium or format, and Adapt — to remix, transform, and create from the material. The Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional includes the following terms:
- Attribution — You must give appropriate credit, provide a link to the license, and indicate if changes were made. You must do this in a reasonable manner, but not in any way that suggests the licensor endorses you or your use.
- NonCommercial — You may not use the material for commercial purposes. ShareAlike — If you remix, transform, or create from the material, you must distribute your contributions under the same license as the original.
- No additional restrictions — You may not apply legal terms or technological measures that legally restrict others from doing anything the license permits.
(c) Authors are permitted and encouraged to publish and distribute their work online—in institutional repositories, personal pages, social networks, or other scientific dissemination sites, provided that the publication is not for commercial purposes.
