Desigualdades raciais no Brasil
síntese de indicadores (IBGE, 2019)
DOI :
https://doi.org/10.5418/ra2023.v19i38.15735Mots-clés :
segregação, população negra, desigualdades raciais.Résumé
O período escravocrata, que fez parte do processo de formação socioeconomica do Brasil, utilizou da mão-de-obra de negros africanos para produzir riquezas, o que deixou marcas profundas na sociedade e uma grande desigualdade entre negros e brancos. Após a abolição da escravidão, embora nenhuma forma de segregação por via de lei tenha sido imposta, os ex-escravizados tornaram-se, de maneira geral, marginalizados em relação ao sistema econômico vigente. Para realização desta pesquisa foi feita a análise dos dados de cor/raça disponibilizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e uma revisão bibliográfica. Por meio dos indicadores apresentados neste artigo foi possível perceber que a população negra (população de cor ou raça preta e parda) possui severas desvantagens em relação a população branca, no que diz respeito a trabalho, distribuição de rendimento e condições de moradia, educação, violência e representação política.
Téléchargements
Références
ALBUQUERQUE, Wlamyra; FRAGA FILHO, Walter. Uma História do Negro no Brasil. Salvador/. Brasília: CEAO-UFBA/Fundação Cultural Palmares, 2006.
ALVAREZ, I. P. A segregação como conteúdo da produção do espaço urbano. In: VASCONCELOS, P. De A; CORRÊA, R. L.; PINTAUDI, S. M. (orgs.). A cidade contemporânea: segregação espacial. São Paulo: contexto, 2013, p. 11-126.
ANDRADE, Vanessa de Araújo. A reforma Pereira Passos, a memória da escravidão e algumas implicações sociais e raciais. Mosaico, v. 9, n. 15, p. 86-104, 2018. DOI: https://doi.org/10.12660/rm.v9n15.2018.76897
ANJOS, Rafael Sanzio A. dos. A geografia do Brasil africano, o Congo e a Bélgica – Uma aproximação. In: Revista Tempo – Técnica – Território, V1, N3 (2010), P. 1:24
_______. Rafael Sanzio Araújo dos. Territórios Invisíveis do Brasil Africano: cartografias & tensões sócio-espaciais nos terreiros religiosos. In: REGO, Nelson; KOZEL, Salete; AZEVEDO, Ana Francisca (org.). Narrativas Geografias e Cartografias: para viver, é preciso espaço e tempo. Porto Alegre: Compasso Lugar/Cultura; IGeo/UFRGS, 2020. v. 1, p. 39-64. DOI: 10.29327/519558.1-4. Disponível em: https://lume.ufrgs.br/handle/10183/212906. Acesso em: 06 out. 2020. DOI: https://doi.org/10.29327/519558.1-4
ARANTES, Erika Bastos. O Porto Negro: cultura e trabalho no Rio de Janeiro dos primeiros anos do século XX. Fevereiro 2005, 159p. Dissertação (mestrado), Universidade Estadual de Campinas, 2005.
AZEVEDO, André Nunes; PIO, Leopoldo Guilherme. Entre o porto e a história: revitalização urbana e novas historicidades no porto do Rio de Janeiro com vistas às Olimpíadas de 2016. Revista Tempo e Argumento, v. 8, n. 19, p. 185-208, 2016. DOI: https://doi.org/10.5965/2175180308192016185
BATISTA, Rita de Cássia Souza Felix. O negro: trabalho, sobrevivência e conquistas (Juiz de Fora 1888-1830). Juiz de Fora: FUNALFA, 2006.
BIBLIOTECA NACIONAL. Para uma História do Negro no Brasil. Rio de Janeiro, 1988. Catálogo da exposição realizada na Biblioteca Nacional de 09 de maio a 30 de junho de 1988. Acesso em: 20 março 2021. Disponível em <http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_iconografia/icon1104317/icon1104317.pd f >.
CARRIL, L. Quilombo, favela e Periferia: A longa busca da cidadania. São Paulo: Annablume, 2006.
CARLOS, Ana Fani Alessandri. A reprodução do espaço urbano como momento da acumulação capitalista. Crise urbana, v. 1, p. 25-36, 2015.
CARVALHO, Marcelo Pagliosa. História da educação da população negra: o estado da arte sobre educação e relações étnico-raciais (2003-2014). Educar em Revista, v. 34, p. 211-230, 2018. DOI: https://doi.org/10.1590/0104-4060.57236
CHAGAS, Nabor Mauricio Oliveira; TATUQUARA, Colégio Estadual Tatuquara–Bairro. Título: O estudo da cultura africana no ensino da matemática através da utilização de jogos africanos de tabuleiro. 2016. Acesso em 01 de março de 2021. Disponível em: <http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/cadernospde/pdebusca/producoes_pde/2016/2016_pdp_mat_ufpr_nabormauriciooliveirachagas.pdf>
CHALHOUB, Sidney. Trabalho, lar e botequim: o cotidiano dos trabalhadores no Rio de Janeiro da belle époque. Campinas: UNICAMP, 2001.
CORRÊA, Roberto Lobato. O Espaço Urbano. 3 ed. São Paulo: Editora Ática, 1995.
Foguel, Israel. A Presença Do Negro Em Nossa História. Clube de Autores, 2019.
FUNDAÇÃO PALMARES. Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional Dossiê de Candidatura da Serra da Barriga, Parte Mais Alcantilada - Quilombo dos Palmares a Patrimônio Cultural do MERCOSUL / Candice dos Santos Ballester ... [et al.] ; Marcelo Brito, coordenador ; Candice dos Santos Ballester, Greciene Lopes dos Santos, organizadoras ; Aruã Lima ... [et al.], colaboradores ; Fidelity Translations LTDA, tradutor. - São Carlos : Editora Cubo, 2017.
FRANÇA, Danilo Sales do Nascimento. Segregação racial em São Paulo: residências, redes pessoais e trajetórias urbanas de negros e brancos no século XXI. Tese (Doutorado) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2017.
GORENDER, Jacob. O escravismo colonial. 2ª edição. Editora Ática. São Paulo, Brasil. 1988.
HERINGER, Rosana. Desigualdades raciais no Brasil: síntese de indicadores e desafios no campo das políticas públicas. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 18(Suplemento):57-65, 2002. DOI: https://doi.org/10.1590/S0102-311X2002000700007
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Desigualdades sociais por cor ou raça no Brasil. IBGE. Rio de Janeiro. 2019. Disponível em < https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv101681_informativo.pdf>. Acesso em: 30 de Fev. 2021.
TEIXEIRA, Wladimir Machado; MENEZES-FILHO, Naércio Aquino. Estimando o retorno à educação do Brasil considerando a legislação educacional brasileira como um instrumento. Brazilian Journal of Political Economy, v. 32, n. 3, p. 479-496, 2012 DOI: https://doi.org/10.1590/S0101-31572012000300008
Téléchargements
Publiée
Comment citer
Numéro
Rubrique
Licence
Les auteurs qui publient dans cette revue acceptent les conditions suivantes :
- Les auteurs conservent les droits d’auteur sur leurs travaux et accordent à la revue le droit de première publication. Le travail est diffusé simultanément sous licence Creative Commons Attribution – Pas d’Utilisation Commerciale – Partage dans les Mêmes Conditions 4.0 International (CC BY-NC-SA 4.0), qui permet de partager et d’adapter le contenu, à condition de créditer correctement les auteurs et la publication initiale dans cette revue, que l’utilisation ne soit pas commerciale et que les œuvres dérivées soient distribuées sous la même licence.
- Les auteurs sont autorisés à conclure des accords contractuels supplémentaires pour la diffusion non exclusive de la version publiée dans cette revue (par exemple, un dépôt dans un répertoire institutionnel ou une publication sous forme de chapitre d’ouvrage), à condition de mentionner la paternité de l’œuvre et la publication initiale dans cette revue.
- Les auteurs sont encouragés à diffuser leurs travaux uniquement après publication dans la revue, via des dépôts institutionnels, des pages personnelles ou d’autres supports académiques, en mentionnant toujours la référence à la publication originale.


