GLOBALIZAÇÃO, DESTERRITORIALIZAÇÃO E RETERRITORIALIZAÇÃO
DOI:
https://doi.org/10.5418/RA2008.0404.0006Resumen
Um dos preconceitos mais freqüentes sobre a globalização é que homogeneíza o planeta, idéia alimentada pela difusão mundial de alguns produtos e por uma certa convergência dos modos de vida, ou mais exatamente pela disseminação daqueles do “centro”. É parcialmente verdadeiro, porém, ao mesmo tempo a globalização cria ou aprofunda diferenças entre países e regiões, entre os territórios que se beneficiam dela e os que são excluídos, entre territórios “vencedores” e “perdedores”. É necessário, contudo guardar-se de ver apenas, nesta reavaliação dos territórios que formam o planeta, um episódio mais de “ciclos” econômicos que o mundo já conheceu com os progressos das técnicas ou dos fluxos e refluxos dos impérios. O território não é uma simples base de apoio, contendo recursos inventariados para sempre, ele é também uma produção social, que os seus habitantes (ou outros) podem transformar e tornar mais — ou menos — atrativo e competitivo. É, portanto também um desafio, um espaço a conquistar ou defender, e um trunfo (mais ou menos valioso) que os atores que o controlam podem usar, com mais ou menos talento, no grande jogo da globalização.
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