LITERATURA, TERRITÓRIO E IMAGINÁRIO A AUSÊNCIA DA PALAVRA SERTÃO NOS ROMANCES DO RIO GRANDE DO SUL
DOI:
https://doi.org/10.5418/RA2007.0303.0006Resumo
Este trabalho é parte do projeto Atlas das representações literárias de regiões brasileiras, desenvolvido na Coordenação de Geografia do IBGE. O primeiro volume, em fase de lançamento, intitula-se Brasil Meridional. Os volumes 2 e 3 abordarão os Sertões Brasileiros. A proposta desse projeto é identificar em obras da literatura nacional regiões que a geografia identificou a partir de sua metodologia científica, e representá-las em mapas de diferentes escalas, fotos e imagens de satélite. Ao longo da produção do primeiro volume, que implicou na leitura de inúmeras obras de variados autores do Rio Grande do Sul, chamou a atenção a ausência da palavra sertão na trama dos romances, ainda que, com freqüência, tais obras abordassem o processo de ocupação daquele território. O presente trabalho procura levantar algumas hipóteses para este fato, partindo da própria discussão do significado da palavra sertão, bem como da configuração do território em questão e, ainda, do contexto em que se deu a sua ocupação. O objetivo é confrontar os significados atribuídos ao termo com uma situação específica - o território do Rio Grande do Sul - buscando aferir a coerência desta significação, ao mesmo tempo em que se pode avaliar a relação entre discurso ficcional e realidade.
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