PERU-BOLÍVIA-BRASIL: garimpeiros e ideia de região transfronteiriça
DOI:
https://doi.org/10.5418/RA2013.0912.0001Resumo
O presente trabalho analisa a pequena mineração informal e ilegal de ouro (pequenos em volume de produção, em venda e em aporte de capital) na contradição com os ordenamentos espaciais e as ações regulatórias relacionadas à criação de áreas ambientalmente protegidas, à demarcação de terras indígena, à expansão capitalista e à delimitação de reservas garimpeiros na Amazônia Ocidental. Os arranjos espaciais, acompanhados de novas regras e instrumentos institucionais, e a implementação de recentes projetos de infraestruturas - estradas, pontes, hidrelétricas e portos – nas tradicionais áreas de mineração de ouro tendem a estar associados a projetos geopolíticos internacionais ou geoeconômicos estratégicos de construção de “novas” regiões produtivas e de corredores de exportação, que acabam excluindo a pequena mineração aurífera. Neste artigo, a região da tríplice fronteira entre Peru, Bolívia e Brasil, área tradicional de extração garimpeira ao longo do rio Madeira, Beni e Madre de Dios desde a década de 1980, constituirá o nosso estudo empírico.
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