O efeito DIP e a ordem do discurso geográfico: censura, nacionalismo e território na Revista Brasileira de Geografia do IBGE durante o Estado Novo (1939-1945)
DOI:
https://doi.org/10.5418/ra2024.v20i42.19161Palavras-chave:
Christovam Leite de Castro, Conselho Nacional de Geografia, Departamento de Imprensa e Propaganda, José Carlos de Macedo Soares, culto ao territórioResumo
Mobilizando os conceitos de ordem do discurso e comunidades imaginadas desenvolvidos por Michel Foucault e Benedict Anderson, este artigo investiga o papel político da Revista Brasileira de Geografia durante o Estado Novo (1939-1945). Editada por um órgão estatal subordinado diretamente à presidência da República, o IBGE, a RBG sofre o que chamamos de “efeito DIP” e passa a determinar regras e normas para o conhecimento geográfico. Entretanto, graças a intelectuais, militares e homens políticos, com destaque para o Embaixador e presidente do IBGE José Carlos de Macedo Soares, a RBG também veiculou uma série de discursos territoriais em prol da identidade, unidade e soberania nacionais. Por meio desta ordem do discurso geográfico a RBG fazia propaganda do Estado Novo e, simultaneamente, embargava críticas à ditadura varguista.
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