Direito indígena ao uso do território e utopismos patrimoniais no Acampamento Terra Livre, Brasília
DOI:
https://doi.org/10.5418/ra2022.v18i36.16211Palavras-chave:
indígenas; aldear a política; território usado; utopismos patrimoniais; decolonialidade.Resumo
Anualmente, o Acampamento Terra Livre-ATL carrega a capital do Brasil de uma estética de esperança revolucionária indígena lançada ao mundo, para uma práxis integradora. Assim, o objetivo deste estudo é analisar a pauta mais atual de demandas dos povos indígenas, no intuito de sistematizar elementos reivindicatórios capazes de endossar futuras políticas públicas garantidoras do direito indígena ao uso território no Brasil. Metodologicamente, o estudo articula: (i) o enfoque decolonial e a epistemologia geográfica da existência, na dimensão dos utopismos patrimoniais vinculados à luta indígena pelo território abrigo ou base da existência; (ii) a observação participante no ATL; (iii) o levantamento, reconhecimento e divulgação da pauta política indígena desde o Acampamento.
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