Literatura de viagem: Desvelando paisagens sedutoras e territórios fantásticos
DOI:
https://doi.org/10.5418/ra2020.v16i31.11389Palavras-chave:
Geografia literária, Imagotípico, Literatura, Imaginário.Resumo
Neste artigo busco apresentar a literatura específica daqueles que viajam e se preocupam em compartilhar suas experiências pela narração do maravilhoso e do exótico para criar e afirmar lugares como dignos de serem lembrados e visitados. Em destaque, o viajante-narrador Colin Thubron (2017), com suas metáforas, seu imaginário. Há uma complexidade entre Geografia e Literatura que se ilustra com fragmentos do livro A sombra da Rota da Seda, narrada pelo autor, evidenciando paisagens e territórios. O artigo contempla: a arte de narrar a viagem, o escritor-viajante diante do espaço real, a literatura da sedução nos livros de viagem, narrativas de espaços e espaços narrados em A sombra da Rota da Seda, e fim da viagem. Conclui-se que nas literaturas de viagens revelam-se diferentes cosmologias, ideologias, percepções das estruturas sociais, culturais, econômicas dos territórios e das paisagens no contexto de suas obras e invisibilizados nos textos geográficos.
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