A gênese e publicação do livro Lamarca, o capitão da guerrilha (1980) nas memórias de Emiliano José
DOI:
https://doi.org/10.30612/frh.v27i49.19651Palavras-chave:
Direitos Humanos. Ditadura Civil-Militar. Violações.Resumo
O objetivo principal deste artigo é apresentar e analisar as memórias de Emiliano José, jornalista, professor, político e ex-militante de oposição à ditadura no Brasil (1964–1985), obtidas a partir de uma entrevista concedida por ele em dezembro de 2022. Nessa entrevista, o autor busca reconstruir, a partir de suas recordações, o processo de elaboração e publicação da obra Lamarca, o capitão da guerrilha, lançada em 1980, ainda sob o regime ditatorial. Em termos teórico-metodológicos, o trabalho fundamenta-se nas perspectivas de uma história a contrapelo, de Walter Benjamin (1994), e nas concepções de memória elaboradas por Maurice Halbwachs (2003), especialmente no que se refere ao conceito de memória coletiva; por Michael Pollak (1989), com as noções de memória subterrânea e a ênfase na dimensão conflituosa dos processos de rememoração; e por Elizabeth Jelin (2012), com seu conceito de empreendedores da memória. Defende-se a ideia de que a publicação da obra Lamarca, o capitão da guerrilha (1980) evocou uma memória subterrânea, contrapondo-se ao silenciamento e ao esquecimento impostos pela ditadura civil-militar em torno da figura de Carlos Lamarca, assassinado em setembro de 1971 por agentes da repressão política.
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Referências
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