De como a ditadura perdeu seu cavalo e continuou caminhando

Autores

DOI:

https://doi.org/10.30612/frh.v27i49.18835

Palavras-chave:

Ditadura, Democracia, Golpe de Estado, Militares, 08 de janeiro

Resumo

Este artigo investiga interpretações de reconhecidos intelectuais e acadêmicos sobre o período de transição da Ditadura Militar para a Nova República. Se a ditadura carecia de respaldo popular, os militares saíram vitoriosos por serem os condutores do processo: o general Ernesto Geisel iniciou e o general Leônidas Pires Gonçalves concluiu. Esse modo de transição, permitiu que os militares permaneceram se autocompreendendo como uma espécie de poder moderador com o assentimento de amplos setores da sociedade. A intentona do 08 de janeiro é resultado de uma mentalidade autoritária que deixou o poder em 1985 sem ter sido vencida.

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Biografia do Autor

Wellington Teodoro Silva, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais

É graduado em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (1999), mestre (2002) e doutor (2008) em Ciência da Religião pela Universidade Federal de Juiz de Fora (2008); pós-doutor em História pela FAFICH / UFMG. Professor do Programa de Pós-graduação em Ciências da Religião da PUC Minas. Professor convidado pela Universidade de Havana. Líder do Grupo de Pesquisa Religião, Política e Espaço Público (GREPEP).Trabalha com os seguintes temas: religião e política; religião e revolução; igrejas e Estado; catolicismo brasileiro, catolicismo e política; religião e espaço público. Presidente da Associação Brasileira de História das Religiões (2009-2015). 

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Publicado

2026-01-22

Como Citar

Silva, W. T. (2026). De como a ditadura perdeu seu cavalo e continuou caminhando. Fronteiras, 27(49), 205–221. https://doi.org/10.30612/frh.v27i49.18835

Edição

Seção

DOSSIÊ 22: HISTORIOGRAFIA DAS DITADURAS E PROCESSOS DE DEMOCRATIZAÇÃO NA ERA DIGITAL NO CONE SUL: ESTADO DA ARTE