Um Movimento Negro em Terras Palmarina: A Associação Cultural Zumbi (1980-1988)

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.30612/frh.v27i49.19690

Palabras clave:

Associação Cultural Zumbi, Resistência Negra, Alagoas

Resumen

El Movimiento Negro en Alagoas se organizó a finales de la década de 1970, siguiendo su trayectoria en medio de la dictadura cívico-militar (1964-1985). A partir de sus relaciones con la academia y la sociedad civil, la Asociación Cultural Zumbi (ACZ) buscó alternativas para fortalecer la lucha antirracista en el estado, a través de estrategias de intervención político-pedagógica en el escenario alagoano. Este artículo tiene como objetivo analizar la actuación de la ACZ en el período 1980-1988, a través de sus articulaciones para la catalogación de la Serra da Barriga en la União dos Palmares/AL. Nuestro objetivo fue promover una reflexión sobre las contribuciones de las organizaciones negras en Alagoas, evaluando su impacto en el escenario nacional. En este trabajo, tomamos a Lélia Gonzalez (2020) como una de las principales intelectuales brasileñas al abordar el Movimiento Negro Unificado (MNU) y el Movimiento de Mujeres Negras como fundamentales para la superación del racismo y el sexismo en Brasil. Como apoyo teórico-metodológico, se analizaron dossiers del Sistema Nacional de Información (SNI), incluyendo documentos relacionados con el 1er Simposio Nacional del Quilombo dos Palmares (1981), evento que marcó tanto las discusiones iniciales para la catalogación de la Serra da Barriga como la creación del Consejo Memorial Zumbi, responsable por la solicitud de catalogación y por la promulgación de investigaciones sobre la Serra da Barriga. Tomamos como corpus de análisis trabajos historiográficos que contribuyeron a la historiografía sobre las acciones del movimiento negro, en particular, la historiografía de Alagoas a través de producciones sobre las movilizaciones antirracistas en el estado.

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Biografía del autor/a

Luciana Juvêncio Silva, Universidade Federal de Alagoas

Graduada em Licenciatura Plena em História pela Universidade Federal de Alagoas Campus Sertão (UFAL), Mestranda em História Social da Cultura Regional pelo Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal Rural de Pernambuco (PGH-UFRPE). Bailarina e coordenadora da linha de pesquisa Gênero, Raça e Movimentos Sociais no Grupo de Estudos, Pesquisas, Extensão e Arte sobre Cultura Negra Abí Axé Egbé (UFAL). Pesquisadora do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas da Universidade Federal de Alagoas (NEABI-UFAL). Desenvolve pesquisas nas seguintes linhas: História e Cultura Afro-Brasileira; Gênero; Raça e Movimentos Sociais.

Alcileide Cabral do Nascimento, Universidade Federal Rural de Pernambuco

Professora Titular com Pós-Doutorado pela Universidade Federal Fluminense - UFF (2017), Pós-Doutorado pela Unicamp-SP (2011) e Doutora em História pela Universidade Federal de Pernambuco (2006). Feminista, mãe, praticante de Yoga, praticante do sagrado feminino feminista, estudiosa e Terapeuta da Ginecologia Natural e Política. Integra o corpo docente do Curso de Licenciatura em História e da Pós-Graduação em História da Universidade Federal Rural de Pernambuco. Publicou A Sorte dos Enjeitados: o combate ao infanticídio e a institucionalização da assistência às crianças abandonadas no Recife (1789-1832), Annablume, 2008; organizou Cultura, Gênero e História, Ed. UFPE,2008, As Mulheres na Cidade do Recife (1870-1935), Ed UFRPE, 2015, Gênero, identidades políticas no século XXI, Ed. UPE, 2021. Tem artigos publicados que tratam do abandono de crianças no Recife, das práticas infanticidas, da maternidade, de gênero e dos movimentos feministas no Recife. Os temas de pesquisa atuais: História dos Movimentos Feministas, Feminismos, Relações de Gênero, Sagrado Feminino, Círculos de Mulheres e Ginecologia Política/Natural. Coordena o Grupo de Pesquisas e Estudos em Gênero (NUPEGE/UFRPE); integra o ProjetaH - História das Mulheres, Gênero, Imagens, Sertões, sediado na UFPB, integra o Gt de Relações de Gênero e Gt de Infância e da Juventude/ ANPUH PE.

Danilo Luiz Marques, Universidade Federal de Alagoas

Possui Graduação em História pela Universidade Federal de Alagoas - UFAL (2008), Mestrado (2013) e Doutorado (2018) em História Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), com período de estágio sanduíche na Michigan State University (2017), nos Estados Unidos, com bolsa PDSE - Programa de Doutorado Sanduíche no Exterior da Capes. Tem se dedicado a pesquisar temas tais como História do Brasil no século XIX, Resistência Escrava, Gênero e Escravidão, e História e Historiografia Alagoana. É membro da Equipe Editorial da Revista Crítica Histórica. Atua na formação de professores com a temática étnico-racial e foi professor efetivo de História da Rede Pública Estadual de Educação de São Paulo. Coordenou o Curso de Especialização em História da África: educação, cultura e relações internacionais do Centro Universitário Assunção (UNIFAI), onde ministrou as disciplinas Ensino da História e da Cultura Afro-Brasileira, História do Negro no Brasil e Antropologia Cultural. Foi professor efetivo de História no Instituto Federal de Alagoas (IFAL), Campus Santana do Ipanema. Atualmente, é professor efetivo de História do Brasil I e Ensino de História na Universidade Federal de Alagoas, Campus A.C. Simões. Membro do corpo docente do PPGH-UFAL. Coordenador Geral do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABI) da UFAL.

Citas

ARAÚJO, Zezito de. Projeto Palmares. Cad. Pesq. (63), nov/1987.

BARBOSA, Vanda Maria Menezes. (depoimento, 2005). Rio de Janeiro, CPDOC/Fundação Getulio Vargas (FGV), (2h 35min).

CORREIA, Rosa Lucia da Silva. Como os nêgos dos palmares: uma nova história de resistência na serra da Barriga - AL. 2016. 251 f. Tese (Doutorado) – Universidade Federal do Pará, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Belém, 2016. Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia.

DUARTE, Tâmara Elizabeth do Nascimento. Memorial Zumbi: o movimento negro e o I Simpósio Nacional sobre o Quilombo dos Palmares (1981). 2023. 40 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em História) – Instituto de Ciências Humanas, Comunicação e Artes, Universidade Federal de Alagoas, Maceió, 2023.

I Simpósio Nacional sobre o Quilombo dos Palmares (1981). - Dossiê do Serviço Nacional de Informações (SNI).

GOMES, Flávio. Palmares: Escravidão e liberdade no Atlântico Sul / Flávio Gomes. – São Paulo: Contexto, 2005.

GOMES, Nilma Lino. O Movimento Negro educador: saberes construídos nas lutas por emancipação / Nilma Lino Gomes. – Petrópolis, RJ: Vozes, 2017.

GONZALEZ, Lélia. Mulher Negra, Rio de Janeiro/RJ, 1984.

GONZALEZ, Lélia. Por um feminismo afro-latino-americano. Editora Schwarcz-Companhia das Letras, 2020.

Jornal Nacional do Movimento Negro Unificado. Entrevista Lélia Gonzalez. Nº19 – maio/junho/julho de 1991.

MARQUES, Danilo Luiz. “Acorda, negrada!!!”: a Associação Cultural Zumbi e a luta antirracista pela redemocratização do Brasil (Alagoas, 1979-1985). Pacto de silêncio: o golpe de 1964, a ditadura e a transição em Alagoas / Anderson da Silva Almeida, Marcelo Góes Tavares (Org.). - Maceió: Edufal, 2024. 339 p. (Cultura, narrativas e trajetórias, v. 2).

MARQUES, Danilo Luiz; CORREIA, Rosa; O Movimento Negro, o Neabi/Ufal e a implementação do programa de políticas de ações afirmativas da Universidade Federal de Alagoas (2003-2022). Revista Escritas do Tempo – v. 4, n. 10, jan-abr 2022, p. 23-45.

MOTTA, Zezé. O Significado de Palmares para a Luta Negra. I Simpósio Nacional Sobre o Quilombo dos Palmares (1981). Acervo NEABI/UFAL.

NASCIMENTO, Abdias do. Memorial Zumbi: um informe à Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) Conselho Deliberativo do Memorial Zumbi. Cultura em movimento [recurso eletrônico]: matrizes africanas e ativismo negro no Brasil / Elisa Larkin Nascimento - São Paulo: Selo Negro, 2014. recurso digital (Sankofa: matrizes africanas da cultura brasileira; 2).

NASCIMENTO, Abdias do. O quilombismo: Documentos de uma militância pan-africanista. Editora Vozes Ltda, Petrópolis/RJ, 1980.

PEREIRA, Amílcar Araújo. "O Mundo Negro": a constituição do movimento negro contemporâneo no Brasil (1970-1995). Tese (Doutorado em História), Instituto de Ciências Humanas e Filosofia, Universidade Federal Fluminense, Niterói, RJ. 2010.

SANTOS, Joel Rufino. Memorial Zumbi: conquista do movimento negro. Cultura em movimento [recurso eletrônico]: matrizes africanas e ativismo negro no Brasil / Elisa Larkin Nascimento - São Paulo: Selo Negro, 2014. recurso digital (Sankofa: matrizes africanas da cultura brasileira; 2)

SILVA, Iraneide, Soares. Caminhos, pegadas e memórias: uma História Social do Movimento Negro brasileiro. Universitas: Relações Internacionais, v. 14, n. 1, 2016. DOI: https://doi.org/10.5102/uri.v14i1.3686

SILVA, Jeferson Santos da. Cultura negra em Alagoas: uma construção de negritude. Dissertação (Mestrado em Ciências Sociais). Pontifícia Universidade Católica de São Paulo: São Paulo, 2008.

SILVA, Jeferson Santos. "Um movimento negro em Alagoas: a Associação Cultural Zumbi." Kulé-Kulé II: Visibilidades Negras. Maceió: Edufal (2006): 96-105.

Tombamento da Serra da Barriga (1985), União dos Palmares/AL - Dossiê do Serviço Nacional de Informações (SNI).

VILLARINHO, Rayanne Matias. Mesmo solo, novo status: A patrimonialização da Serra da Barriga – Quilombo dos Palmares. Revista de Ciências Humanas, v. 1, n. 23, 2023.

WERNECK, Jurema. Nossos passos vêm de longe! Movimento de mulheres negras e estratégias políticas contra o sexismo e o racismo. Revista da ABPN, v.1, n.1, mar-jun de 2010.

Publicado

2026-01-22

Cómo citar

Silva, L. J., Nascimento, A. C. do, & Marques, D. L. (2026). Um Movimento Negro em Terras Palmarina: A Associação Cultural Zumbi (1980-1988). Fronteiras, 27(49), 275–307. https://doi.org/10.30612/frh.v27i49.19690