Análise do populismo na democracia: entre as emoções e o racionalismo

Andrey Lucas Macedo Corrêa, Alexandre Walmott Borges, Karina Almeida Guimarães Pinhão

Resumo


Pretende-se, partindo da premissa da incidência das emoções no estudo da teoria democrática, sobretudo no contexto atual de escalada do populismo em movimentos radicais (em ambos os polos políticos: esquerda e direita), analisar a influência das emoções diante da conjuntura político-institucional atual pautada na racionalidade pública. A pergunta que move a elaboração do texto é: “as paixões e emoções deveriam exercer algum papel na legitimidade da política democrática?” Para responder essa questão é analisado o papel das emoções no cenário político contemporâneo (destacadamente no ambiente europeu) em especial no que tange os movimentos que utilizam discursos populistas. Como resultado, busca-se um replanejamento das dimensões e possibilidades da democracia deliberativa, abandonando teorias tradicionais quanto à racionalidade pública contrapondo-a à teoria agonística da democracia almejando uma compreensão crítica da teoria deliberativa democrática que leve em consideração o estudo das emoções como um dos seus pilares.

Palavras-chave


Democracia. Emoções. Populismo. Racionalidade.

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DOI: https://doi.org/10.30612/videre.v9i17.4917



 
 
 
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