O DEVASSAMENTO DOS SERTÕES DO RIO DOCE E ZONA DA MATA

Ricardo Batista de Oliveira

Resumo


Este artigo analisa um novo aspecto dos povos indígenas do Vale do rio Doce e Zona da Mata, destacando a perspectiva de suas fronteiras étnicas, e não os usuais limites administrativos que circunscrevem as capitanias de Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro. Fundamentado em fontes historiográficas e documentais, o trabalho repensa as estratégias de resistência e associação, bem como as imagens forjadas sobre o indígena, a partir do rearranjo do processo migratório ocasionado pelo acirramento do contato com os neobrasileiros. Sendo tais fronteiras um fenômeno móvel, também foi possível destacar como o indígena ocupou importante papel no estabelecimento das mesmas, inserindo-o como sujeito ativo no processo histórico das capitanias mencionadas. Não obstante, mais importante do que incluir estes povos, muitas vezes esquecidos, ao se estudar a história indígena, percebe-se que a própria interpretação da história toma novos rumos.\

Texto completo:

PDF


________________________________________________________________________

ISSN 2317-8590 (O código ISSN é único para todas as edições)
Todos os direitos reservados ao Programa de Pós-Graduação em Antropologia - PPGAnt/UFGD
UFGD - Universidade Federal da Grande Dourados
FCH - Faculdade de Ciências Humanas
Rodovia Dourados-Itahum, Km 12 - Caixa Postal 533 - Cidade Universitária
Dourados-MS (Brasil) - CEP 79804-970

  

Licença Creative Commons
Este obra está licenciada com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 3.0 Brasil.