As relações Brasil-Venezuela: entre a rivalidade e a cooperação (2002-2010)

Carolina Silva Pedroso

Resumo


O início do século XXI marcou a chegada ao poder de governos progressistas, identificados com a esquerda e com uma retórica antineoliberal. O primeiro deles foi Hugo Chávez Frías na Venezuela, eleito em 1998. Em 2002 foi a vez de o Brasil escolher um ex-operário para o mais alto posto do poder Executivo, Luiz Inácio Lula da Silva. Além de mudanças internas significativas, sobretudo na Venezuela, a política externa destes dois países foi bastante proativa. Ambos promoveram projetos políticos regionais para a América do Sul com objetivos semelhantes, mas estratégias distintas, motivo pelo qual é possível afirmar que se tornaram concorrentes, embora não antagônicos nem excludentes. Ademais das disputas e complementaridades na esfera regional, as relações econômicas, comerciais e políticas entre esses países também ganharam maior relevância. São estes os aspectos abordados em nosso estudo, cujo recorte histórico é delimitado por dois eventos: o golpe sofrido por Chávez em 2002, em que a intervenção do Brasil foi essencial, e o fim da presidência de Lula da Silva em 2010. Desta forma, poderemos pensar em perspectivas futuras para o relacionamento bilateral, tendo em vista as mudanças de perfil na política externa da atual Presidente brasileira, Dilma Rousseff.

Palavras-chave


Brasil e Venezuela. Relação Bilatera. Rivalidade e Cooperação.

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Monções: Revista de Relações Internacionais da UFGD - ISSN 2316-8323 - Dourados - MS, Brasil.

 

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