Representações estéticas do sublime e a UNPROFOR: uma luz sobre a Carta da ONU e a autorização do uso da força no Pós-Guerra Fria

João Victor Pinto Dutra

Resumo


O objetivo deste artigo é pensar de que maneira as representações estéticas da violência do conflito, da guerra é realizada de modo a contemplar a defesa e o uso da violência como forma de combater essa esse ato sublime: aquele que está representado de tal maneira que não pode ser descrito. Nesse sentido, as Operações de Paz fornecem importante substrato para estudar a relação entre a autoridade, a legitimidade e prescrição do que é a violência indizível a que as Nações Unidas buscaram evitar, tendo em vista a memória da Segunda Guerra Mundial. No momento em seguida ao fim da União Soviética, à queda do muro de Berlim, as respostas da ONU e do Conselho de Segurança também mudaram, ao buscar outros meios para a garantia da Paz e Segurança internacionais. Assim, é que a UNPROFOR, Operação de Paz na região dos Bálcãs, é símbolo de um período em transição, onde os Direitos Humanos passaram a exercer um papel mais preponderante em detrimento da soberania estatal.

Palavras-chave


Operações de Paz. Estética. Segurança Internacional. Violência.

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Monções: Revista de Relações Internacionais da UFGD - ISSN 2316-8323 - Dourados - MS, Brasil.

 

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