A ambivalência da política externa chinesa e o programa nuclear da Coreia do Norte

Bruna Miranda Dias, Helvécio de Jesus Junior

Resumo


O presente estudo busca analisar a relação China-Coreia do Norte e como a questão nuclear contribuiu para moldar a forma com que a política externa chinesa é implementada na região ao longo dos anos. Essa relação, que teve seu início marcado com a Guerra da Coreia, pode ser vista através de uma série de pensamentos convencionais e que ao longo do tempo serviram para explicar a maneira ambivalente como a China se portou para com a Coreia do Norte. Não obstante, após mais de uma década de testes com Armas de Destruição em Massa norte-coreanos, o modo pelo qual os assuntos de segurança internacional se desenvolveram fez com que esses pensamentos se tornassem insuficientes para explicar o comportamento de uma China, que agora ocupa uma posição de grande potência mundial, e possui maior responsabilidade para com a comunidade internacional, dada a ameaça que a República Democrática Popular da Coreia (RDPC) passou a representar.

Recebido em: junho/2018.

Aprovado em: junho/2019.


Palavras-chave


China. Coreia do Norte. Questão Nuclear.

Texto completo:

PDF

Referências


ALBERT, Eleanor. The China-North Korea relationship. Council on Foreign Relations. 2017. New York. Disponível em: . Acesso em: 29 set. 2017.

ASSOCIATED PRESS NEWS. China supports UN action on North Korea while urging talks. 7 set. 2017. Beijing. Disponível em: . Acesso em: 12 out. 2017.

BERLINGER, Joshua. North Korea’s missile tests: By the numbers.20 out. 2017.

Disponível em: . Acesso em: 22 out. 2017.

BOODEN, Christopher. Chinese foreign minister: No winners if Korea war breaks out. Associated Press News. 15 abr. 2017. Beijing. Disponível em: . Acesso em: 12 out. 2017.

CHA, Victor. The meaning of China’s coal ban on DPRK. Center for Strategic and International Studies. 20 fev. 2017. Washington, D.C. Disponível em: . Acesso em: 12 out. 2017.

CHINA. Ministry of foreign affairs. Foreign ministry spokesperson GengShuang's regular press conference on february 21, 2017. Beijing.Disponível em:. Acesso em: 12 out. 2017.

FENG, Zhu. Shifting tides: China and North Korea. China Security, n. 4, 2006, pp. 35-51. Disponível em: . Acesso em: 5 maio 2017.

GLASER, Bonnie S. China’s Policy in the Wake of the Second DPRK Nuclear Test. China Security, v. 5, n. 2, 2009, p. 33-45. Disponível em: . Acesso em: 14 abr. 2017.

KEOHANE, Robert O. The big influence of small allies. Foreign Policy, n. 2, 1971, p. 161-182. Disponível em: . Acesso em: 14 dez 2017.

KHAN, Sulmaan. Unbalanced Alliances. Foreign Affairs. 18 fev. 2016. Disponível em: . Acesso em: 24 set. 2017.

KONG, Tat Yan. China's engagement-oriented strategy towards North Korea: achievements and limitations. The Pacific Review. 27 abr. 2017. Disponível em: . Acesso em: 5 set. 2017.

LEE, Hyeonseo. The girl with seven names. Great Britain: William Collins, 2015.

MELCHIONNA, Helena Hoppen. A questão nuclear da Coreia do Norte sob as perspectivas da China e dos EUA. 2011. 98 págs. Monografia (Trabalho de Conclusão de Curso de Relações Internacionais) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre. Disponível em:

. Acesso em: 7 abr. 2017.

MENEGAZZI, Silvia. China’s foreign policy in northeast Asia: Implications for the Korean Peninsula. IstitutoAffariInternazionali. 2017. Roma. Disponível em: . Acesso em: 17 set. 2017.

RCSNU. Resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas 1874 (2009).Security Council Report. 12 jun. 2009. Disponível em: . Acesso em: 13 mar. 2017.

RCSNU. Resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas 2094 (2013).Security Council Report. 7 mar. 2013. Disponível em: . Acesso em: 13 mar. 2017.

RCSNU. Resolução do Conselho de Segurança das Nações 2321 (2016). Security Council Report. 30 nov. 2016. Disponível em: . Acesso em: 13 mar. 2017.

SAVAGE, Timothy. Big brother is watching: China’s Intentions in the DPRK. China Security, (local) v. 4, n. 4, p. 53-57, 2008. Disponível em: . Acesso em: 13 set. 2017.

SHEN, Dingli. Lips and Teeth: It’s time for China to get tough with North Korea. Foreign Policy. 13 fev. 2013. Shanghai. Disponível em: . Acesso em: 19 out. 2017.

SHEN, Dingli. North Korea’s Strategic Significance to China.China Security, n. 4, 2006, p. 19-34. Disponível em: . Acesso em: 14 abr. 2017.

SIVELS, Ciara. An assessment of North Korea's nuclear weapons capabilities. 2013. 34 págs. Trabalho Acadêmico (Trabalho de Conclusão de Curso – Ciência Nuclear e Engenharia) – Massachusetts Institute of Technologie, Cambridge, MA. Disponível em: . Acesso em: 2 jun. 2017.

SNYDER, Scott A. North Korea’s testing decade. Council of Foreign Relations. 07 out. 2016. New York. Disponível em: . Acesso em: 15 jul. 2017.

STANTON, Joshua; LEE, Sung-Yoon; KLINGNER, Bruce. Getting tough on North Korea. Foreign Affairs. v. 96, n. 3, 2017. Disponível em: . Acesso: 21 set. 2017.

UNITED NATIONS.Security Council imposes fresh sanctions on Democratic People’s Republic of Korea, unanimously adopting Resolution 2270 (2016). New York. 2016. Disponível em: . Acesso em: 13 mar. 2017.

VIZENTINI, Paulo Fagundes; PEREIRA, Analúcia Danilevicz.A discreta transição da Coreia do Norte: diplomacia de risco e modernização sem reforma. Rev. Bras. Polít. Int. v. 57, n.2, p. 176-195, 2014. Disponível em: . Acesso em: 5 set. 2017.

WANG, Tianyi. Small State, Big Influence: China’s North Korea Policy Dilemma. Georgetown Journal of Asian Affairs, p. 5-27, Fall-Winter 2014. Disponível em: . Acesso em: 14 abr. 2017.

WELCH, David A. Paralyzed by Pyongyang. Foreign Affairs. 8 fev. 2016. Disponível em: . Acesso em: 21 set. 2017.

ZANELLA, Cristine Koehler. Pressões intransferíveis: uma análise do funcionamento interno das sanções econômicas. Conjuntura Austral. Vol. 2, n. 3-4, p. 79-91, 2011. Disponível em: . Acesso em: 7 nov. 2017.




DOI: https://doi.org/10.30612/rmufgd.v8i15.11543

Monções: Revista de Relações Internacionais da UFGD - ISSN 2316-8323 - Dourados - MS, Brasil.

 

Licença Creative Commons
Este obra está licenciada com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 3.0 Brasil.