"O que me guia é a memória. E só": O futebol, a paixão pelo Bahia e a catimba nas memórias de Osório Vilas-Boas

José Eliomar dos Santos Filho

Resumo


No livro ‘Futebol: Paixão e Catimba’, Osório Vilas-Boas expôs seu ponto de vista sobre a forma (repleta de artimanhas para ele, desleal e corrupta para os seus adversários) como fez o Esporte Clube Bahia se tornar o mais popular time do Estado passando a acumular títulos ao longo do período em que esteve sob sua direção. A sua narrativa é classificada como memorialista pois, de maneira livre e parcial, o Autor transforma em palavras o seu olhar sobre o vivido no futebol baiano durante cerca de cinquenta anos. A História critica essa forma de produção documental do passado devido ao pouco cuidado com regras, rituais, métodos que são uma marca registrada da operação historiográfica. O artigo objetiva estabelecer esse confronto de análises entre a obra memorialista de Osório Vilas-Boas e a visão de pensadores como Michel de Certeau e Pierre Nora sobre o valor das memórias para a ciência histórica.

Palavras-chave


Osório Vilas-Boas. Esporte Clube Bahia. Memórias.

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Referências


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DOI: https://doi.org/10.30612/rehr.v12i24.8660

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