Regiões econômicas mínero-metalúrgicas e os riscos de desastres ambientais das barragens de rejeito no Brasil

Maria Célia Nunes Coelho, Luiz Jardim Wanderley, Tomás Coelho Garcia, Estêvão José da Silva Barbosa

Resumo


Esse artigo diz respeito às regiões de acumulação capitalista, historicamente concebidas e continuamente construídas pelo Estado brasileiro e por empresas de mineração e metalurgia, no Sudeste e Norte do Brasil. Essas regiões se constituíram com base no caráter “desenvolvimentista” dos governos nacionais e pela existência de riquezas minerais demandadas pelo mercado internacional. O objetivo foi analisar os papéis dos governos, dos agentes estatais e das empresas no esforço de inserção do local/regional na economia mundial, sem seguirem, entretanto, as normas das regulações ambientais, resultando na criação de “regiões de riscos ambientais” e na ocorrência de desastres. Os exemplos das regiões onde ocorreram os recentes desastres com barragens de rejeito das empresas Alunorte e da Samarco refletem como os desastres ambientais estão associados ao modo desregulado de criação de regiões econômicas mínero-metalúrgicas no Brasil.


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DOI: https://doi.org/10.5418/RA2017.1320.0005

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