Humor Gráfico, Memória, Identidade Social e a Figura do Intelectual Orgânico em Henfil e Quino

Renato Fonseca Ferreira

Resumo


O presente trabalho tem por objetivo analisar 6 cartuns e tiras cômicas de cunho político executados por Henfil e Quino em meados das décadas de 1960 e 1970 tendo como referência questões relacionadas à memória, a representação de classes, a identidade social e gênero e, identificados em um período das ditaduras brasileira e argentina. A pesquisa visa elucidar como estes gêneros do humor gráfico criam múltiplos pontos de vista a respeito do tratamento das questões políticas e a formação do intelectual orgânico, percebendo-se que as relações entre as representações dos cartunistas estão inter-relacionadas com saberes, com ideologias e marcadas por dialogismos, produzindo novos significados por meio dos traços do desenho e da linguagem utilizada. A partir das considerações nas análises das imagens, percebem-se proposições complexas que são exibidas em um plano de compreensão popular viabilizada por uma linguagem simples e direta. Assim, a partir das imagens apresentadas neste trabalho, identificamos que as formações ideológicas dos cartunistas subvertem o sentido como elementos de identidade, ligadas à figura do intelectual orgânico (GRAMSCI, 2001) e utilizando-se de metáforas visuais e verbais para dizer algo a mais.

Palavras-chave


Henfil; Quino; intelectual orgânico; memória

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DOI: https://doi.org/10.30612/frh.v21i36.9418

Fronteiras: Revista de História - PPGH/FCH/UFGD
 

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