A geografia ainda está no armário? Silêncios e naturalização no espaço escolar

Cláudia Maliszewski Escouto, Ivaine Maria Tonini

Resumo


Este artigo investiga como os professores de Geografia compreendem as questões de gênero e sexualidade e como isso reflete na sua atuação docente, a partir da lente teórica trazida pela Geografia Feminista, no viés pós-estruturalista. A metodologia escolhida coloca em suspenso a informação para estabelecer interrogações sobre o que já está sendo dito. Com este método,é traçada uma análise a respeito de como essas questões estão sendo discutidas no cenário atual brasileiro e seus impactos na escola. Em meio a esse cenário, documentos normativos da educação básica, como o Plano Nacional de Educação e a Base Nacional Comum Curricular, têm sofrido forte influência de grupos conservadores ao retirarem de seus textos as expressões “identidade de gênero” e “diversidade sexual”. Diante disso, a preocupação com a homofobia no espaço escolar nos leva a questionar como os professores de Geografia da escola estão lidando com questões tão em evidência como gênero e sexualidade em sala de aula.


Palavras-chave


Geografias feministas; gênero e sexualidades; espaço escolar

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DOI: https://doi.org/10.5418/ra2021.v17i32.12445

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