A Montagem de Heartfield na Guerra Ideológica às vésperas da Ascensão Nazista na Alemanha

Pollyana Ferreira Rosa

Resumo


Nos últimos anos da República de Weimar, o fotojornalismo moderno e suas composições de imagens eram consumidas em massa por meio das revistas ilustradas. O fato de a aparência mimética da fotografia dar credibilidade aos textos não tardou a chamar a atenção de críticos de esquerda, observando que essa operação permitia a manipulação ou falseamento da realidade. Observaram-no também os líderes nazistas, que souberam utilizar tais características a seu favor. As montagens de Heartfield nas páginas da revista AIZ (Revista Ilustrada dos Trabalhadores) buscavam, segundo propomos, enfrentar essa questão. Sua estratégia consistiria em expor o caráter construído da fotografia por meio de operações que podem ser descritas enquanto estranhamentos que promovam distanciamento crítico (nas definições de Brecht) no leitor: pelo cômico/absurdo da fotomontagem-caricatura e por desmascarar os mecanismos de manipulação da leitura de composições de imagens. No entanto, a esquerda ligada ao Partido Comunista Alemão – como era o caso da revista AIZ, ainda que não explícito – subestimou o movimento nacional-socialista até quase às vésperas de sua ascensão ao poder. Veremos aqui algumas cenas dessa guerra ideológica.

Palavras-chave


Fotomontagem. Caricatura. Fotojornalismo. Arte política. Antifascismo.

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DOI: https://doi.org/10.30612/frh.v21i36.9417

Fronteiras: Revista de História - PPGH/FCH/UFGD
 

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