MAPAS DA CLIMATOLOGIA, BASES TEÓRICO-METODOLÓGICAS
DOI:
https://doi.org/10.5418/RA2011.0707.0009Resumo
A representação cartográfica do clima ou das condições atmosféricas momentâneas (tempo) possui uma longa trajetória histórica, com os primeiros mapas surgindo já no século XVII. Assim como os demais mapas temáticos, as representações climáticas (ou meteorológicas) atendiam às necessidades da ciência, que se sistematizava, e às aplicações práticas, como a orientação às navegações, a compreensão da dinâmica das chuvas para a agricultura, entre utras inúmeras possibilidades. O presente trabalho analisa as formas de representação cartográfica do clima, com base em exemplares históricos e também da atualidade, em que há uma profusão de dados sobre o clima, de relativa acessibilidade (como os produtos de sensores remotos e os dados obtidos em estações meteorológicas automáticas), associada à ampliação substancial dos meios para sua representação gráfica, como o uso dos sistemas de informações geográficas (SIG). A despeito disso, observa-se uma carência de sistematização, de padronização nos procedimentos relativos à construção dos mapas, muito embora existam referências históricas e orientações semiológicas para tanto – como aquelas oriundas dos estudos da Semiologia Gráfica. Essas indicações são demonstradas no presente trabalho, com base em exemplos de representações tanto da climatologia analítica, quanto da climatologia dinâmica.
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