Cultura escolar, fronteiras simbólicas: um estudo sobre a presença da comunidade paraguaia no cenário educacional sul-matogrossense
DOI:
https://doi.org/10.30612/frh.v21i37.10136Palavras-chave:
Cultura Escolar. Escola Pública. Fronteiras Simbólicas.Resumo
A pesquisa histórica em Educação revela faces dos processos de apropriação cultural significativos para compreensão tanto de aspectos sociais, bem como as distinções/preconceitos que por muitas vezes o cotidiano escolar teima em silenciar, a exemplo do que pontua Candau (2011). Nesse sentido, o presente trabalho objetiva colocar em evidência os resultados de pesquisa aplicada na comunidade escolar da periferia da cidade de Dourados, Mato Grosso do Sul, no que concerne a uma particularidade observada durante projetos de ensino e pesquisa desenvolvidos naquela instituição, a saber, o índice significativo de crianças que descendem em primeira ou segunda geração de famílias que imigraram do Paraguai para Dourados, entre as décadas de 1960 a 1980. Tal dado foi objetivado a partir de pesquisa qualitativa aplicada na Escola, com vistas à obtenção de um quadro geral da comunidade escolar para vislumbrar a aplicação de projetos em turmas de Ensino Fundamental Anos Finais. Os dados surpreenderam a todos os envolvidos, pois muito embora houvesse suspeitas a respeito, não havia mecanismos efetivos de comprovação da hipótese, para além da observação da compleição física e características gerais, identificadas nos sobrenomes das crianças matriculadas. Revelaram, ainda, que muitas dessas crianças não conhecem a história de sua origem, facultando à escola possibilidades variadas de trabalho pedagógico, tanto de ordem histórica, como em outras áreas do conhecimento escolar.Downloads
Referências
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