Acesso à justiça, rotinização e desconstituição dos sujeitos: notas a partir da análise do filme Justiça

André Luiz Faisting

Resumo


O objetivo do artigo é apresentar uma breve reflexão sobre "JUSTIÇA", documentário de Maria Augusta Ramos acerca do cotidiano de réus, profissionais do Direito e seus familiares que circulam pelas instituições de justiça do Rio de Janeiro. Dentre as inúmeras “revelações” trazidas pelo filme, destaca-se a sinergia entre dois fenômenos em geral desprezados nos estudos sobre o sistema de justiça, na qual o processo de “rotinização” das questões humanas se retroalimenta do processo de “desconstituição” dos sujeitos envolvidos nas tramas – e nos dramas – sociais, o que nos permite concluir que os “réus-personagens” e seus familiares estão incluídos na sociedade pela via do controle exercido pelo sistema de justiça criminal, ao mesmo tempo que estão excluídos socialmente quando se trata de acessar os recursos de valor e de dignidade humana nessa mesma sociedade. Em outras palavras, nesse caso é preciso incluir para excluir.

Palavras-chave


Justiça Criminal. Documentário. Discriminação.

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