“O pai é o forte polegar, a mãe é a rainha do lar”: trajetórias femininas no sagrado

Alesca Prado de Oliveira, Alessandro Gomes Enoque

Resumo


Este trabalho teve, como objetivo principal, tratar a inserção de mulheres em espaços religiosos, suas trajetórias e, a partir destas, a influência das igrejas e organizações em suas dinâmicas.  Para fins deste trabalho, de natureza qualitativa, foram entrevistadas quinze mulheres selecionadas considerando suas trajetórias religiosas.  Para a análise destas foi utilizada a técnica de análise de conteúdo. Pôde-se constatar, a partir disto, que, a partir das diferentes trajetórias das mulheres nas religiões, explicitaram-se as diversas maneiras em que as denominações padronizam as identidades de seus seguidores. O papel designado as mulheres, parece, ainda, estar fortemente relacionado à condição biológica da reprodução, enquanto funções de liderança, que apresentam prestígio nas instituições, são reservadas a figura masculina.

Palavras-chave


Gênero. Mulheres. Religião. Trajetórias.

Texto completo:

PDF

Referências


ALENCAR, Gedeon Freire; FAJARDO, Maxwell Pinheiro Pentecostalismos: uma superação da discriminação racial, de classe e de gênero? Estudos de Religião, [S.l.], v. 30, n. 2, p. 95-112, 2016.

ALGRANTI, Joaquín M. Tres posiciones de la mujer cristiana: estudio sobre las relacion es de género em la narrativa maestra del pentecostalismo. Ciências Sociais e Religião, Porto Alegre,v. 9, n. 9, p. 165 193, 2007.

BANDINI, Claudirene A. P. Corpos, símbolos e poder: marcadores de desigualdades sociais no espaço religioso. REVER Revista de Estudos da Religião, São Paulo, ano 5, n. 2, p.71 86, 2005.

BANDINI, Claudirene A. P. Gênero e poder na Igreja Universal do Reino De Deus. Horizonte -Revista de Estudos de Teologia e Ciências da Religião da PUC Minas, Belo Horizonte, v. 13, n. 39, p. 1410-1426, 2015.

BIRMAN, Patricia. Mediação feminina e identidades pentecostais. Cadernos Pagu, Campinas, p. 221-226, 1996.

BORIS, Geoge D. B. Falas de homens: a construção da subjetividade masculina. São Paulo: Annablume; Fortaleza: Secult, 2002.

BUTTELLI, Felipe Gustavo Koch. Ritos e igualdade de gênero: uma análise da potencialidade de construção de (des)igualdade de gênero nos ritos. Horizonte Revista de Estudos de Teologia e Ciências da Religião da PUC Minas, Belo Horizonte, v. 6, n. 12, p.127-143, 2008.

CANDIOTTO, Jaci de Fátima Souza. A teologia da criação na perspectiva das relações de gênero. Estudos de Religião, São Paulo, v. 24, n. 39, p. 214-234, 2010.

CAREGNATO, Rita Catalina Aquino; MUTTI, Regina. Pesquisa qualitativa: análise de discurso versus análise de conteúdo. Texto contexto - enferm., Florianópolis , v. 15, n. 4, p. 679-684, 2006.

FONSECA, Maria Elizabeth Melo. Religião, mulher, sexo e sexualidade: que discurso é esse? Paralellus, Recife, v. 2, n. 4, p. 213 226, 2013.

FREITAS, Waglânia de Mendonça Faustino e et al . Paternidade: responsabilidade social do homem no papel de provedor. Rev. Saúde Pública, São Paulo, v. 43, n. 1, p. 85-90, 2009.

FREIRE, Ana Ester Pádua. Epistemologia feminista: contribuições para o estudo do fenômeno religioso. Paralellus, Recife, v. 6, n. 13, p. 377-390, 2016.

GOUVÊA NETO, Ana Luiza. Mulheres na Assembleia de Deus: para se pensar a categoria gênero além do estruturalismo. Numen: Revista de estudos e pesquisa da religião, Juiz de Fora, v. 18, n. 2, p. 89-106, 2015.

JABLONSKI, Bernardo. A divisão de tarefas domésticas entre homens e mulheres no cotidiano do casamento. Psicol. cienc. prof., Brasília, v. 30, n. 2, p. 262-275, 2010.

JUNGBLUT, Airton Luiz. A salvação pelo Rock: sobre a "cena underground" dos jovens evangélicos no Brasil. Relig. soc., Rio de Janeiro , v. 27, n. 2, p. 144-162, 2007.

KERGOAT, Danièle. Divisão sexual do trabalho e relações sociais de sexo. In: Hirata, Helena et al (Orgs.). Dicionário Crítico do Feminismo. São Paulo: Editora UNESP, 2009, p. 67-75.

LAPA, Thaís de Souza Desigualdade salarial por sexo: persistências, transformações e desafios. Revista da ABET, v. 15, n. 1, p.127-137, 2016.

LIMA, Maria Lúcia Chaves; MÉLLO, Ricardo Pimentel. As vicissitudes da noção de gênero: por uma concepção estética e antiessencialista. Gênero na Amazônia, Belém, n. 1, p. 181-206, 2012.

LOPES, Mercedes. Gênero e discurso religioso. Revista RelegensThréskeia, [S.l.], v. 2, n. 2, p. 60-70, 2013.

MACHADO, Maria das Dores Campos. SOS mulher: a identidade feminina na mídia pentecostal. CienciasSociales y Religión, Porto Alegre, v. 1, n. 1, p. 167 188, 1999.

MAFRA, Clara. O percurso de vida que faz o gênero: reflexões antropológicas a partir de etnografias desenvolvidas com pentecostais no Brasil e em Moçambique. Religião & Sociedade, Rio de Janeiro, v. 32, n. 2, p.124-148, 2012.

MARIANO, Ricardo. Neopentecostais, sociologia do novo pentecostalismo no Brasil. São Paulo: Edições Loyola, 1999.

MENDONÇA, Antônio Gouvêa. Protestantes, pentecostais & ecumênicos: o campo religioso e seus personagens. São Bernardo do Campo: UMESP, 2008.

MINAYO, Maria Cecília de Souza (Org.); DESLANDES, Suely Ferreira.; CRUZ NETO, Otavio; GOMES, Romeu. Pesquisa social: teoria, método e criatividade. Petrópolis: Vozes, 2002.

MORENO, Renata (org.). Feminismo, economia e política: debates para a construção da igualdade e autonomia das mulheres. São Paulo: SOF Sempreviva Organização Feminista, 2014.

MUSSKOPF, André S. Haverá gênero e religião? ou Enquanto houver burguesia não vai haver poesia. Revista Relegens Thréskeia, [S.l.], v. 2, n. 2, p.10-25, 2013.

NUNES, Maria José F. Rosado. Religiões. In: Hirata, Helena et al (Orgs.). Dicionário Crítico do Feminismo. São Paulo: Editora UNESP, 2009, p. 213-217.

ROESE, Anete. Religião e feminismo descolonial: os protagonismos e os novos agenciamentos religiosos das mulheres no século XXI. Horizonte, Belo Horizonte, v. 13, n. 39, p.1534-1558, 2015.

SCOTT, Joan. Gênero: uma categoria útil para a análise histórica. Revista Educação e Realidade, Recife, v. 20 n. 2, 1990.

SOUZA, Sandra Duarte. Trânsito religioso e reinvenções femininas do sagrado na modernidade. Horizonte, Belo Horizonte, v. 5, n. 9, p. 21-29, dez., 2006.

SOUZA, Sueli Ribeiro Mota. Experiências de mulher: técnicas de si no Pentecostalismo. Paralellus, Recife, v. 6, n. 12, p. 159-174, 2015.

TEIXEIRA, Jaqueline Morais. Mídia e performances de gênero na Igreja Universal: o desafio Godllywood. Religião & Sociedade, Rio de Janeiro, v. 34, n. 2, p. 232-256, 2014.

TEIXEIRA, Marilane. Oliveira. Desigualdades salariais entre homens e mulheres a partir de uma abordagem de economistas feministas. Gênero. Niterói, v. 9, n. 1 p. 34, 2008.

VILLAS-BOAS, Susana; OLIVEIRA, Catarina Sales; HERAS, SoledadLas. Tarefas domésticas e género: representações de estudantes do ensino superior. Ex aequo, Lisboa , n. 30, p. 113-129, 2014.

VINUTO, Juliana. A amostragem em bola de neve na pesquisa qualitativa: um debate em aberto. Temáticas, Campinas, v. 44, n. 22, p.203-220, 2014.

WACQUANT, Loïc. (2006). Seguindo Pierre Bourdieu no campo. Revista de Sociologia e Política, 26, 13-29.




DOI: https://doi.org/10.30612/mvt.v6i10.10588

ISSN Eletrônico: 2358-9205

 

Indexadores:

 

          

   

 

    

 

oasisbr

   

 

 

Licença Creative Commons
Este obra está licenciada com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 3.0 Brasil.