Da modernidade pós-colonial e das relações da América Latina com a China em um novo contexto mundial

Marcos Costa Lima, Joyce Helena Ferreira da Silva

Resumo


Tratar das Relações Internacionais entre duas realidades que sofreram de forma diferenciada de processos coloniais, obriga alguma consideração teórica sobre o estatuto da modernidade, tomado como conceito histórico introduzido em um momento determinado da história Ocidental. Iniciamos por uma reflexão estabelecida pelo cientista político e historiador indiano Partha Chaterjee, que tem produzido uma obra instigante sobre o pós-colonialismo; e também pela obra do historiados chinês Wang Gungwu, que se interroga sobre a visão ocidental de que o mundo irá inexoravelmente convergir para algo semelhante à sociedade ocidental, considerando-a como uma visão problemática, senão equivocada. Julgamos importantes estes aportes quando tentamos não apenas entender o “lugar dos periféricos” ou dos colonizados em um mundo que se quer pós-colonial, e ainda mais quando a intenção é aprofundar as relações entre China e América Latina. Como se tentou mostrar neste trabalho, as trajetórias particulares de China e América Latina conduziram a resultados bastante diferentes, apesar de haver hoje, um esforço conjunto de superação das configurações pró-capitalismo central e por uma maior interação e presença comercial e diplomática na cena internacional.

Palavras-chave


modernidade colonial. Teoria das Relações Internacionais. periferia. aspectos geopolíticos e econômicos.

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Monções: Revista de Relações Internacionais da UFGD - ISSN 2316-8323 - Dourados - MS, Brasil.

 

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