O Globo e as cotas raciais: uma análise dos editoriais do jornal (2003-2012)

Matheus de Carvalho Leibão

Resumo


O trabalho consiste em uma análise de editoriais do jornal O Globo que comentavam a questão das cotas raciais no acesso ao ensino superior público no Brasil. A partir de uma leitura densa do material do jornal entre os anos de 2003 e 2012, destacam-se aqui os argumentos mais recorrentes utilizados pelo jornal na sua posição contrária à Lei de Cotas, encaminhada pelo governo federal e sancionada em 2012 por Dilma Rousseff. Ao final, é feita uma reflexão sobre os usos do passado pelos meios de comunicação, questão que é crucial para os historiadores que se dedicam ao estudo da imprensa no tempo presente.

Palavras-chave


Cotas raciais. O Globo. História do tempo presente.

Texto completo:

PDF

Referências


BARBOSA, Marialva. Meios de comunicação e usos do passado: temporalidade, rastros e vestígios e interfaces entre Comunicação e História. In: RIBEIRO, Ana Paula Goulart; HERSCHMANN, Micael (Orgs.). Comunicação e História: interfaces e novas abordagens. Rio de Janeiro: Globo Universidade/Mauad X, 2008. Cap. 5. pp. 83-96.

CAMPOS, Luiz Augusto & FERES JÚNIOR, João. O Globo e as ações afirmativas: dez anos de cobertura (2001-2011). Textos para discussão GEMAA (IESP-UERJ), Rio de Janeiro, n. 2, pp. 1-18, 2013.

DOMINGUES, Petrônio. Ações afi rmativas no Brasil: o início de uma reparação histórica. Revista brasileira de educação, n. 29, pp. 164-177, maio 2005.

FERES JÚNIOR, João; DAFLON, Verônica Toste. A nata e as cotas raciais: genealogia de um argumento público. Opinião Pública, Campinas, v. 21, n. 2, pp.238-267, ago. 2015.

FONTES, Virgínia. O Brasil e o capital-imperialismo: teoria e história. 2. ed. Rio de Janeiro: Editora Ufrj, 2010.

FRANCO, Monique. Espectros da mídia: políticas afirmativas ou políticas de piedade? O sofrimento do outro no contexto do “último homem”. Rio de Janeiro: Revan, 2011.

GRAMSCI, Antonio. Cadernos do cárcere: Os intelectuais. O princípio educativo. Jornalismo. 7. ed. Rio de Janeiro: Civilização brasileira, 2014. 2 v.

HASENBALG, Carlos A.; SILVA, Nelson do Valle. Estrutura Social, Mobilidade e Raça. 7. ed. São Paulo: Vértice, 1988. Cap. 4, pp. 115-143.

LÉVI-STRAUSS, Claude. Antropologia estrutural — dois. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1993. 4 ed.

LIMA, Venício. Regulação das comunicações: história, poder e direitos. São Paulo: Paulus, 2011.

MESZÁROS, István. A educação para além do capital. 2. ed. São Paulo: Boitempo, 2008.

PEREIRA, Ilídio Medina. Debate público e opinião da imprensa sobre a política de cotas raciais na universidade pública brasileira. 2011. 238 f. Tese (Doutorado). Curso de Comunicação Social, Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2011.

RODRIGO ALSINA, Miquel. A construção da notícia. Petrópolis: Vozes, 2009.

SLENES, R. Malungu, ngoma vem! África coberta e descoberta do Brasil. Revista USP, n. 12, dez./jan./fev. 1991.

VALENTIM, Daniela Frida Drelich. Ex-alunos negros cotistas da UERJ: os desacreditados e o sucesso acadêmico. Rio de Janeiro: Quartet/FAPERJ, 2012.




DOI: https://doi.org/10.30612/rehr.v11i22.7937

Licença Creative Commons
Este obra está licenciada com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 3.0 Brasil.