Resquícios de Al-Andaluz em Norte de África: aspectos da autobiografia de Ibn Khaldun (1332-1406)

Elaine Cristina Senko

Resumo


O historiador medieval Abu Zaid Abd’ul-Rahman Ibn Khaldun (732-806 H. /1332-1406 J.C.) revela por meio de sua Autobiografia (parte integrante da Muqaddimah) que seus antepassados teriam origem sevilhana. Nesse contexto do outono da Idade Média se faz pertinente discutir as formas de migração dos muçulmanos de grande parte de Al-Andaluz por iniciativas da Reconquista cristã, em que Fernando III (1217-1252 J.C.), filho de Afonso IX rei da Galícia, era o perpetrador indireto da fuga da família Khaldun para a região de Túnis. Essa análise se torna primordial, pois que a atuação de muçulmanos em cargos dos governos de Al-Andaluz se apresenta por meio dessa família. Assim, o objetivo desse estudo será demonstrar a participação dos antepassados de Ibn Khaldun em cargos específicos e como esses personagens interferiram na maneira de pensar desse erudito.

Palavras-chave


Ibn Khaldun. Península Ibérica. Magreb Medieval.

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