Editorial - Livros didáticos como fonte/objeto de pesquisa para a história da educação no Brasil e na Espanha

Kênia Hilda Moreira, Kazumi Munakata

Resumo


Os artigos que compõem o presente dossiê, de autores brasileiros e espanhóis, trazem em comum reflexões de historiadores da educação que utilizam o livro didático como fonte/objeto de investigação. Menosprezados e mesmo repudiados como algo que merecessem ser pesquisados, os livros didáticos adquiriram, a partir dos anos 1990, legitimidade no rol das investigações acadêmicas, não apenas na área de educação, mas em várias outras em que esse objeto está implicado. As abordagens sobre os livros didáticos, antes restritas à denúncia da presença insidiosa da ideologia (dominante, burguesa), expandiram-se em múltiplas direções: disciplinas, culturas e saberes escolares; metodologias e práticas de ensino; estética escolar, inscrita nas ilustrações e mesmo na diagramação das páginas; etc. O tema da diagramação inserese na perspectiva de se tomar o livro didático na sua materialidade, o que vale considerá-lo também como produto da indústria editorial numa sociedade capitalista. Essa mercadoria é, contudo, marcada por uma particularidade: a de atender a um mercado específico, o educacional, em que se mesclam políticas públicas de avaliação, seleção e aquisição dos livros e práticas de seus usos pelo público alvo, basicamente, professores e alunos.

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DOI: https://doi.org/10.30612/eduf.v7i20.7424

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