Formação, cotidiano(s) e educação especial

Claudio Roberto Baptista, Mayara Costa da Silva

Resumo


O presente estudo tem como objetivo estabelecer uma reflexão acerca da formação de professores relacionada à inclusão escolar, com foco nos processos que valorizam a experiência docente como constitutiva de um percurso formativo. O lócus de pesquisa envolve um grupo de trabalho específico, integrado por professores de Educação Básica e demais pesquisadores envolvidos com a área da educação especial e com os processos de inclusão escolar. Partindo de uma análise sobre a possibilidade de “inovação”, estabeleceu-se a seguinte questão norteadora: quais os possíveis desdobramentos formativos decorrentes do desenvolvimento de um plano inovador de ação envolvendo Universidade, Escola de Educação Básica e Atendimento Educacional Especializado? A pesquisa contemplou a análise documental de atas que constituem a trajetória coletiva do grupo, ao longo de um ano, além da observação participante em reuniões semanais. A partir das análises, é possível perceber a potência associada ao planejamento de ações de maneira coletiva, de forma que o grupo passa a representar para estes docentes um apoio contínuo no desenvolvimento do trabalho pedagógico na escola. Os conceitos inovação, cotidiano e necessidade assumiram preponderância ao longo do trabalho.

Palavras-chave


Educação Especial. Formação de Professores. Experiência.

Texto completo:

PDF

Referências


BAPTISTA, C. R. Ação pedagógica e educação especial: a sala de recursos como prioridade na oferta de serviços especializados. Revista Brasileira de Educação Especial, Marília, v.17, p.59-76, maio/ago. 2011.

BATESON, G.; BATESON, M. C. El temor de los Angeles. 2.ed. Barcelona: Gedisa, 1994.

BRASIL. Ministério da Educação. Lei n.º 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Brasília. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9394.htm. Acesso em: 1 dez. 2014.

______. Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. Portaria n.º 152, de 30 de outubro de 2012. Regulamenta o programa Observatório da Educação (OBEDUC). Brasília. Disponível

em: https://www.capes.gov.br/images/stories/download/legislacao/Portaria_152_30out12_Regulamento_OBEDUC.pdf. Acesso em: 1 dez. 2014.

______. Ministério da Educação. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira – INEP. Censo Escolar da Educação Básica, 2012. Diponível em: http://portal.inep.gov.br/basica-levantamentos-acessar. Acesso em: 1 dez. 2014.

CANEVARO, A. Senza documentatori dove sarebbero gli innovatori. In: COCEVER, E.; CHIANTERA, A. (Org.). Scrivere l’esperienza in educazione. Bologna: CLUEB, 1996.

CUNHA, A. G. da. Dicionário etimológico da língua portuguesa. 4. ed. revisada e atualizada. Rio de Janeiro: Lexikon, 2010.

FERRAÇO, C. E. Pesquisa com o cotidiano. Educação & Sociedade, Campinas, vol. 28, n. 98, p. 73-95, jan./abr. 2007.

IANES, D. L’evoluzionedell’insegante di sostegno: verso una didattica inclusiva. Trento: Erickson, 2014.

IMBERNÓN, F. Formação continuada de professores. Porto Alegre: Artmed, 2010.

JESUS, D. M.; VIEIRA, A. B. Formação de profissionais da educação e inclusão escolar: conexões possíveis. In: MAGALHÃES, Rita de Cássia Barbosa Paiva (Org.). Educação Inclusiva: escolarização, política e formação docente. Brasília: Líber Livro, 2011. p. 135-156.

JESUS, D. M.; BAPTISTA, C. R.; CAIADO, K. (org.). Prática pedagógica na Educação Especial: multiplicidade do atendimento educacional especializado. Araraquara: Junqueira & Marin, 2013.

LARROSA, J.. Notas sobre a experiência e o saber da experiência. Revista Brasileira de Educação, n.19, jan./abr. 2002.

MATURANA, H.; VARELA, F.. A árvore do conhecimento: as bases biológicas da compreensão humana. São Paulo: Palas Athena, 2001.

MEIRIEU, P.. Aprender... sim, mas como? Porto Alegre: Artmed, 1998.

MOSER, A.. Formação docente e comunidades de prática. Revista Intersaberes, n.10, jul./dez. 2010.

SILVA, D. da. De onde vêm as palavras: origens e curiosidades da língua portuguesa. 17. ed. revista e atualizada. Rio de Janeiro: Lexikon, 2014.

TARDIF, M.. Saberes docentes e formação profissional. Petrópolis: Vozes, 2013.

WENGER, E.. Comunidades de práctica: aprendizaje, significado e identidad. Barcelona: Paidos Iberica, 2001.

WENGER, E. A. social theory of learning. In: ILLERIS, Knud. Contemporary theories of learning: learning theoristsin their own Words. New York: Routledge, 2009




Licença Creative Commons
Este obra está licenciada com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 3.0 Brasil.