Indígenas cotistas da UEMS: acesso, permanência e evasão dos primeiros ingressantes em 2004

Maria José de Jesus Alves Cordeiro, Shirley Flores Zarpelon

Resumo


A Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul – UEMS – foi a primeira universidade do país a implantar cotas para os indígenas, buscando viabilizar de forma mais ampla o acesso e consequentemente o ingresso destes no ensino superior. A viabilização do acesso decorreu de uma decisão do Governo do Estado por meio da Lei n. 2589 de 26/12/2002. Desde a implantação das cotas e do ingresso dos primeiros indígenas, notou-se que o acesso era efetivado, mas a permanência dos mesmos não era garantida. Esta pesquisa foi realizada com o propósito de investigar os índices e os motivos da evasão dos indígenas cotistas nos diversos cursos e Unidades Universitárias da UEMS, além de levantar dados que possam proporcionar a UEMS subsídios para garantir a criação e efetividade de ações de permanência. No quesito permanência, a instituição tem, hoje, dois tipos de ações específicas para os indígenas cotistas: Programa Rede de Saberes e Bolsa Vale Universidade Indígena (PVUI), esta oriunda do Convênio com o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul. Esta pesquisa analisará e interpretará os dados de evasão dos primeiros indígenas cotistas que ingressaram em 2004, aprovados no primeiro processo seletivo com cotas. Os dados foram coletados por meio de questionário aplicado aos indígenas considerados evadidos e aos indígenas remanescentes do primeiro ingresso (2004) que continuavam cursando em 2009.

Palavras-chave


Indígenas Cotistas. Permanência. Evasão.

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