Pode Estamira falar?: o cinema documentário brasileiro e a voz do sujeito subalterno.

Marco Aurélio de Souza

Resumo


O artigo analisa a representação de Estamira, personagem principal no documentário homônimo de Marcos Prado, lançado em 2006, visando responder a uma questão enganosamente simples: pode Estamira falar? Para tanto, são discutidas algumas especificidades do texto fílmico ligado ao gênero documentário, bem como as contribuições teóricas de Michel Foucault e Gayatri Spivak relacionadas ao discurso do subalterno e dos homens infames. Munido de tal repertório, procuro viabilizar uma leitura da situação discursiva de Estamira em seu contexto social, problematizando a possibilidade do intelectual, aqui na figura do cineasta, de dar voz ao subalterno em um caso concreto e específico.

Palavras-chave


Discurso subalterno. Texto fílmico. Marcos Prado.

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Referências


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