REFLEXÕES ONTOLÓGICAS DA PAISAGEM
DOI:
https://doi.org/10.5418/RA2016.1219.0005Resumo
A partir de uma breve análise da trajetória da categoria paisagem no âmbito do pensamento geográfco, o presente artigo objetiva desenvolver determinadas reflexões sobre o engendramento concreto da paisagem e a ontologia materialista e dialética. A legitimidade dessa discussão torna-se manifesta, especialmente, ao se vislumbrar quão imprescindível é o enfrentamento histórico -ontológico da paisagem em relação às abordagens metodológicas e ideológicas que encerram suas leituras geográfcas na fragmentação/dicotomização dos elementos pertencentes à totalidade do real, unidade tão estimada ao pensamento marxista. Nesta direção, constata-se que as concepções de paisagem tem, historicamente, consolidado estas dicotomias, principalmente ao
ser concebida enquanto externalidade do essencial, enquanto “falsa consciência” que dissimula a compreensão do concreto, condizente, assim, a um estatuto ontologicamente inferior à “essência” geográfca que representa. Contrariamente, busca-se desmistifcar estas abordagens, revelando, por sua vez, a essencialidade da paisagem, ou seja,
compreendendo-a enquanto fenômeno material e ontológico.
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