Propostas curriculares nacionais para geografia e o risco da alteridade

Hugo Heleno Camilo Costa

Resumo


Em uma inscrição no debate sobre as políticas de currículo para Geografia, organizo o texto em um cenário interpretativo pós-estrutural de enfoque desconstrucionista. Na primeira seção desenvolvo a perspectiva de currículo a partir da qual interpreto a política. Para pensar o currículo como uma construção textual discursiva, marcada na relação com a alteridade, articulo contribuições teóricas de Derrida e Laclau, assim como os estudos curriculares de Lopes e Macedo. Na seção seguinte, abordo diferentes documentos curriculares oficiais focalizando sentidos de controle da alteridade, por meio da afirmação de uma visão de ciência, do que é o contexto, do que é ser sujeito e pensamento a partir da Geografia. Concluo chamando a atenção para o quanto diferentes propostas reiteram a decisão por um conjunto de pressupostos a partir dos quais a experiência por vir da escola é interpretada como algo a ser combatido.

Palavras-chave


Políticas de Currículo; Educação em Geografia; Teoria do Discurso; Desconstrução; Educação Básica

Texto completo:

PDF_1528-006

Referências


BRASIL. MEC. Secretaria de Educação Média e Tecnológica. Parâmetros curriculares nacionais: ensino médio. Brasília, 1999. 394p.

BRASIL. MEC. Secretaria de Educação Média e Tecnológica. PCNs+ Ensino Médio: orientações educacionais complementares aos Parâmetros Curriculares Nacionais. Brasília, 2002. 144 p

BRASIL. Orientações Curriculares Nacionais para o Ensino Médio. Secretaria de

Educação Básica. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2006.

BRASIL. Base Nacional Comum Curricular. Educação é a Base. Brasília: MEC, 2018.

AUTOR, 2016.

AUTOR, 2018.

AUTOR, 2013.

DERRIDA, Jacques. Margens da filosofia. Campinas: Papirus, 1991.

_______. Posições. Belo Horizonte: Autêntica, 2001.

_______. Fichus. Paris: Galilée, 2002.

_______. Filosofia em tempo de terror. Diálogos com Habermas e Derrida. BORRADORI, Giovanna (Org.) Rio de Janeiro: Jorge Zahar editor, 2003.

ERMANI, Giovanna; STRAFORINI, Rafael. Dois documentos curriculares de Geografia distintos: possibilidades de análise a partir de suas permanências e mudanças. Interface (Porto Nacional),v. 10,p. 8-21, 2015.

GONÇALVES, Amanda Regina. A geografia escolar como campo de investigação: história da disciplina e cultura escolar. Biblio 3w (Barcelona), v. XVI, p. 1-20, 2011.

LACLAU, Ernesto. Nuevas reflexiones sobre la revolución de nuestro tiempo. Buenos Aires: Nueva Visión, 1990.

LOPES, Alice Casimiro. Por que somos tão disciplinares? ETD – Educação Temática Digital, v. 1, p. 201-212, 2008.

_______. Democracia nas políticas de currículo. Cadernos de Pesquisa (Fundação Carlos Chagas, impresso), v. 42, p. 700-715, 2012a.

_______. A qualidade da escola pública: uma questão de currículo? In: TABORDA, Marcus; FARIA FILHO, Luciano; VIANA, Fabiana; FONSECA, Nelma; LAGES, Rita (Orgs.). A qualidade da escola pública. Belo Horizonte: Mazza, 2012b. v. 1, p. 15-29.

_______. Teorias pós-críticas, política e currículo. Educação, Sociedade & Culturas, v. 39, p. 7-23, 2013.

AUTOR, 2013.

LOPES, Alice Casimiro; BORGES, Veronica. Formação docente, um projeto impossível.Cad. Pesqui., São Paulo , v. 45, n. 157, p. 486-507, Sept. 2015 .

LOPES, Alice Casimiro; MACEDO, Elizabeth F. Teorias de currículo. São Paulo: Cortez, 2011.

MACEDO, Elizabeth. Currículo como espaço-tempo de fronteira cultural. Revista Brasileira de Educação, Rio de Janeiro, v. 11, nº 32, p. 285-296, maio/ago., 2006.

_______. Currículo e conhecimento: aproximações entre educação e ensino. Cadernos de Pesquisa, v. 42(3), p. 716-737, 2012.

_______. A noção de crise e a legitimação de discursos curriculares. Currículo sem Fronteiras, v. 13, p. 436-450, 2013.

_______. Sobre el sujeto educado: políticas curriculares instauradoras de sentidos. Debates y Combates, v. 4, p. 32-43, 2014.

MASSEY, Doreen. Pelo espaço – uma nova política da espacialidade. Rio de Janeiro: Bertrand do Brasil Editora, 2008.

_______. Filosofia e política da espacialidade: algumas considerações. Geographia – Ano 6, no. 12, Niterói, UFF, 2004, PP.7-23.

MOUFFE, Chantal. O regresso do político. Lisboa: Gradiva, 1996.

STRAFORINI, Rafael. O ensino de Geografia como prática espacial de significação.Estud. av., São Paulo , v. 32, n. 93, p. 175-195, Aug. 2018.

VITTE, Antonio. Da transvalorização dos conceitos a uma nova proposta de geossistema para à abordagem de uma natureza híbrida. Revista GeoNorte, v. 4, p. 1-21, 2012.




DOI: https://doi.org/10.5418/RA2019.1528.0006

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


 

 

 

 

 

 

 


Licença Creative Commons
Este obra está licenciada com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 3.0 Brasil.